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0073/2026 - Avaliação de Programas com Intervenção de Atividade Física para Pessoas Idosas no Sistema Único de Saúde: Revisão Sistemática no modelo RE-AIM
Evaluation of Physical Activity Intervention Programs for Older Adults in the Unified Health System: Systematic Review in the RE-AIM Model

Autor:

• Samara Mendes de Sousa - Sousa, SM - <samaramendes.185@outlook.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5429-3844

Coautor(es):

• Rodrigo de Oliveira Barbosa - Barbosa, RO - <rodrigo.oli.barbos@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3557-6862

• Ingridy Thais Della Betta Bernardi - Bernardi, ITDB - <ingridyedf@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0009-0008-0555-077X

• Júlio Cezar Bragaglia - Bragaglia, JC - <julio.cezar@ifsc.edu.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5277-6519

• Giovani Firpo Del Duca - Duca, GFD - <gfdelduca@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0893-2032

• Luciene Rafaela Franco dos Santos - Santos, LRF - <lucienesantosr9@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5910-2448



Resumo:

O objetivo deste estudo foi analisar a qualidade metodológica de programas de intervenção de atividade física para pessoas idosas no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de uma revisão sistemática nas bases PubMed, SciELO, Scopus e Web of Science (2008-2024). Para a avaliação da qualidade metodológica dos programas, utilizou-se o RE-AIM (Reach, Effectiveness/Efficacy, Adoption, Implementation, and Maintenance) em suas cinco dimensões. O risco de viés foi avaliado através das ferramentas do National Heart, Lung, and Blood Institute - NHLBI. Dos 5.449 artigos encontrados, nove foram incluídos. Alcance e Efetividade foram as dimensões mais relatadas; Adoção e Implementação apareceram de forma limitada; Manutenção foi a menos abordada, com apenas dois estudos mencionando acompanhamento. A análise do risco de viés apontou apenas um estudo de boa qualidade, os demais apresentaram limitações metodológicas relevantes, como ausência de cegamento, ocultação da alocação e análise por intenção de tratar. Conclui-se que, embora haja avanços nas dimensões de alcance e efetividade, persistem lacunas importantes nas demais, exigindo maior rigor metodológico nas futuras intervenções voltadas à população idosa no contexto do SUS.

Palavras-chave:

Atividade física. Idosos. Avaliação de programas. Sistema Único de Saúde.

Abstract:

The objective of this study was to analyze the methodological quality of physical activity intervention programs for older adults within the Brazilian Unified Health System (SUS), through a systematic review of the PubMed, SciELO, Scopus, and Web of Science databases (2008–2024). To assess the methodological quality of the programs, the RE-AIM framework (Reach, Effectiveness/Efficacy, Adoption, Implementation, and Maintenance) was applied across its five dimensions. The risk of bias was evaluated using tools from the National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). Of the 5,449 articles identified, nine were included. Reach and Effectiveness were the most frequently reported dimensions; Adoption and Implementation appeared in a limited way; Maintenance was the least addressed, with only two studies reporting follow-up. The risk of bias analysis indicated only one high-quality study, while the others presented relevant methodological limitations, such as lack of blinding, allocation concealment, and intention-to-treat analysis. It is concluded that, although there have been advances in the dimensions of reach and effectiveness, important gaps remain in the others, requiring greater methodological rigor in future interventions aimed at the older population within the SUS context.

Keywords:

Physical activity. Aged. Program evaluation. Unified Health System

Conteúdo:

Introdução
A atividade física desempenha um papel crucial na promoção da saúde e na qualidade de vida da população idosa, contribuindo para a redução do risco de doenças crônicas, a melhora da mobilidade, da saúde mental e do bem-estar como um todo1. Intervenções com exercícios físicos melhoram significativamente a função física2 e estão associadas a uma redução de até 41% do risco de fragilidade entre idosos3. No entanto, apesar dos benefícios amplamente reconhecidos, muitas intervenções focadas nesse público, avaliam apenas os impactos imediatos da prática de atividade física, deixando de considerar a adesão e a sustentabilidade a longo prazo.
No contexto da saúde pública brasileira, o Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel fundamental na implementação de programas de intervenção com práticas de atividade física voltados à população idosa. No entanto, tais programas enfrentam desafios importantes, como baixa adesão dos participantes, dificuldade de manutenção das práticas a longo prazo, limitações na avaliação dos resultados, e carência de estratégias de continuidade. A literatura científica brasileira corrobora esses desafios, identificando barreiras como problemas de saúde, falta de tempo e o medo de lesões como fatores que dificultam a prática contínua4,5,6. O SUS busca mitigar esses problemas por meio de políticas públicas que visam garantir a acessibilidade, sustentabilidade e efetividade das intervenções, otimizando o uso de recursos e promovendo ações que sejam adaptáveis às realidades locais7. Além disso, a prática regular de atividade física contribui para a redução do risco de quedas, melhora da qualidade do sono e da saúde mental entre os idosos8.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% da população idosa no Brasil depende do SUS9. O envelhecimento populacional tem um impacto direto sobre os custos e demandas do setor de saúde, uma vez que doenças crônicas e condições que limitam a capacidade funcional estão diretamente relacionadas ao avanço da idade10,11, já que o investimento em prevenção e promoção da saúde é uma estratégia custo-efetiva que pode resultar em significativa redução dos gastos a longo prazo. Globalmente, estima-se que a inatividade física gere um impacto econômico significativo, com projeções de que os custos associados ao tratamento de doenças crônicas evitáveis possam alcançar quase US$ 300 bilhões até 2030 o que equivale a cerca de US$ 27 bilhões por ano12. No contexto brasileiro, um estudo realizado na atenção primária à saúde indicam que a prática regular de atividade física pode estar associada à redução de custos assistenciais, embora tais achados reflitam realidades locais e dependam das informações disponibilizadas pelas gestões municipais13. Dessa forma, embora a atividade física seja um componente relevante das estratégias de promoção da saúde, seus efeitos econômicos devem ser interpretados com cautela e dentro do conjunto mais amplo de ações que compõem o cuidado integral no SUS.
Uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar a efetividade e a continuidade de intervenções em saúde é o RE-AIM (Reach, Effectiveness, Adoption, Implementation, Maintenance - Alcance, Eficácia, Adoção, Implementação e Manutenção). Desenvolvido em 1990 por Glasgow e colaboradores para analisar a viabilidade de intervenções, o RE-AIM oferece uma abordagem abrangente, ao considerar não apenas os efeitos diretos da atividade física, mas também aspectos relacionados a sua adoção e sustentabilidade em diferentes contextos14,15,16. Apesar da complexidade de seus processos, o modelo RE-AIM tem se mostrado útil como ferramenta estruturada e prática para o planejamento de intervenções alinhadas às necessidades reais das populações-alvo17. No entanto, ainda existem lacunas significativas na literatura, especialmente no que se refere à adoção e à manutenção de programas de atividade física destinados à população idosa em ambientes de saúde pública. Evidências indicam que a falta de recursos e a resistência a mudança são barreiras comuns para implementação efetiva7. Além disso, muitos estudos não avaliam de forma sistemática o impacto dos programas oferecidos pelo SUS, nem a sua sustentabilidade a longo prazo.
Diante dessas lacunas, este artigo apresenta os resultados de uma revisão sistemática dos programas de intervenção com práticas de atividade física para pessoas idosas no SUS utilizando o modelo RE-AIM como estrutura de análise. O objetivo deste estudo foi analisar a qualidade metodológica de programas de intervenção de atividade física para pessoas idosas no Sistema Único de Saúde.

Métodos
Desenho do estudo
Foi conduzida uma revisão sistemática com base na estrutura metodológica do guia PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) 202018. Para guiar a análise e avaliação das intervenções identificadas, utilizou-se a estrutura do modelo RE-AIM, que permite uma abordagem sistemática das dimensões relacionadas à implementação e à manutenção dos programas de intervenção.

Critérios de elegibilidade
Para a realização do presente estudo, foram adotados os seguintes critérios de elegibilidade: estudos originais com delineamento experimental ou quase experimental, publicados em periódicos revisados por pares, envolvendo indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos; estudos publicados entre 2008 (ano em que foi iniciado o cadastro de profissionais de Educação Física no Núcleo de Apoio à Saúde da Família - NASF) e outubro de 2024; programas de intervenção com exercício físico ou atividade física para pessoas idosas vinculados ao SUS; estudos publicados em inglês ou português; estudos de intervenção; e estudos desenvolvidos no Brasil. Os critérios de exclusão foram: estudos que não se enquadravam nos critérios de inclusão por falta de dados ou informações relevantes para a análise, estudos que não abordavam intervenções com atividade física ou exercício físico e aqueles conduzidos exclusivamente em instituições de ensino superior ou vinculados a instituições privadas

Estratégias de busca e fontes de informação
A estratégia de busca foi desenvolvida com o apoio de uma bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), visando garantir a abrangência e a precisão na recuperação dos estudos relevantes.
Foi conduzida uma busca sistemática no dia 1º de novembro de 2024, utilizando estratégias de busca personalizadas para cada base de dados: Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), PubMed (US National Library of Medicine), Scielo (Scientific Electronic Library Online), Scopus e Web of Science. As palavras-chave foram aplicadas em português (Descritores de Ciências da Saúde - DeCS) e em inglês (Medical Subject Headings – MeSH), quando apropriado foi utilizado estratégias de truncamento desenvolvidas a partir dos principais termos do estudo. Os seguintes descritores foram empregados: idoso, idoso de 80 anos ou mais, pessoa de idade, geriátrico (aged, elderly, 80 and over, oldest old, nonagenarian, octogenarian, centenarian, geriatric), centro de saúde, policlínicas, posto de assistência médica, posto de saúde, unidade básica de saúde, unidade hospitalar de saúde pública, unidade de saúde, unidade de serviço (health center, health posts, polyclinic, basic health unit), exercício, atividade física, práticas corporais, treinamento físico (exercise, physical activity, physical activities, training).
Além das bases de dados citadas, o conjunto de estudos discutidos por uma revisão sistemática, que sintetizou as evidências sobre o efeito de intervenções de exercícios físicos na atenção primária à saúde19 com o objetivo de identificar possíveis estudos adicionais elegíveis.
Para complementar o processo, foi utilizado a estratégia de busca manual, conhecida como snowballing. As listas de referências dos artigos elegíveis para a revisão foram minuciosamente analisadas, permitindo a identificação de estudos adicionais que não foram capturados na busca inicial. Esse processo resultou na inclusão de mais dois artigos, conforme detalhado no fluxograma.

Processo de triagem
Os estudos identificados na fase de busca foram inicialmente carregados na plataforma de triagem colaborativa para revisões sistemáticas Rayyan (Rayyan Systems Inc.). Duplicatas foram identificadas e removidas. Em seguida, os estudos restantes foram divididos entre os revisores, e sua relevância foi analisada por meio da leitura dos títulos e resumos, com base nos critérios de elegibilidade previamente estabelecidos. Posteriormente, a triagem dos textos completos dos estudos potencialmente elegíveis foi conduzida pelos mesmos revisores. Para garantir a confiabilidade do processo, a elegibilidade dos artigos e a extração de dados foram realizadas por dois revisores de forma independente. Em caso de divergência, um terceiro avaliador foi acionado para a decisão final. Não foi realizada a busca de estudos complementares (ou seja, estudos relacionados aos estudos primários).

Extração de dados
Após a busca e a seleção dos estudos, uma análise descritiva foi realizada incluindo informações sobre autoria, ano de publicação, estado, região do país, tamanho da amostra, duração da intervenção, objetivo do estudo e condução da intervenção.
Para a análise dos estudos selecionados, utilizou-se a ferramenta RE-AIM, proposta por Glasgow et al.14 e validada para a língua portuguesa20. Essa ferramenta permite avaliar cinco dimensões das intervenções: alcance, efetividade/eficácia, adoção, implementação e manutenção. O instrumento é composto por 54 itens, que possibilitam a avaliação da qualidade interna e externa dos programas de intervenção, contribuindo para o planejamento e o aumento das chances de implementação bem-sucedida desses programas.
Na dimensão “Alcance”, havia 11 indicadores: “Descrição da população-alvo”, “Informações demográficos e comportamentais da população-alvo”, “Métodos de identificação da população-alvo”, “Critérios de inclusão”, “Critérios de exclusão”, “Estratégias de recrutamento”, “Número de elegíveis e convidados (expostos), “Tamanho da amostra”, “Taxa de participação”, “Custo do recrutamento” e “Utilização de métodos qualitativos para aferir alcance”.
A dimensão “Efetividade/Eficácia” incluiu nove itens: “Resultado dos desfechos primários”, “Relato de mediadores”, “Relato de moderadores”, “Intenção de tratamento ou presentes no acompanhamento”, Medidas de qualidade de vida”, “Consequências não intencionais (negativas) nos resultados”, “Taxa de abandono (na conclusão do programa)”, “Custo-efetividade” e “Medidas qualitativas de efetividade/eficácia”.
Foram analisados 15 indicadores para adoção: “Critérios de inclusão/exclusão dos locais”, “Número de locais elegíveis e convidados (expostos)”, “Número de locais participantes”, “Taxa de participação dos locais”, “Identificação do local”, “Método de identificação do local”, “Descrição do local que foi desenvolvido o programa”, “Critério de inclusão/exclusão dos membros da equipe”, “Membros da equipe elegíveis e convidados”, “Membros da equipe que aceitaram participar”, “Taxa de participação dos membros da equipe”, “Métodos de identificação dos membros da equipe”, “Média de membros participantes por local”, “Nível de conhecimento dos membros da equipe” e “Mensuração de custo para adoção”.
A dimensão “Implementação” incluiu os seguintes nove itens: “Teorias”, “Número de contatos”, “Frequência dos contatos”, “Duração dos contatos”, “Medida em que o protocolo foi executado conforme o esperado”, “Cumprimento do planejamento entre locais e equipe que realizaram o programa”, “Comparecimento dos participantes”, “Medidas de custo” e “Métodos qualitativos de avaliação”.
Por fim, a “Manutenção” foi considerada pelos 10 seguintes indicadores: “Continuidade do programa”, “Razões para a descontinuidade”, “Modificações no programa”, “Institucionalização do programa”, “Taxa de abandono organizacional”, “Alinhamento com a missão/princípios/diretrizes da organização”, “Avaliação de resultados após a conclusão do programa (duração do acompanhamento)”, “Taxa de abandono individual (durante o acompanhamento)”, “Métodos qualitativos de avaliação” e “Custo da manutenção”.
Todas as informações extraídas dos estudos foram analisadas por meio de frequências absolutas e relativas dos itens da ferramenta RE-AIM. Para tabulação e análise dos dados, foi utilizado o Microsoft Office Excel 2016.
Para a avaliação do risco de viés dos estudos incluídos, foram utilizados dois instrumentos disponibilizados pelo National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI)21, de acordo com o delineamento metodológico de cada estudo. Para os estudos quase experimentais, utilizou-se a ferramenta Quality Assessment Tool for Before-After (Pre-Post) Studies With No Control Group, composta por 12 itens que avaliam aspectos como: clareza do objetivo do estudo, critérios de elegibilidade da amostra, representatividade dos participantes, tamanho da amostra, descrição da intervenção, validade e consistência das medidas de desfecho, cegamento dos avaliadores, perdas de seguimento e adequação da análise estatística.
Já para os ensaios clínicos randomizados, foi utilizada a ferramenta Quality Assessment of Controlled Intervention Studies, composta por 14 itens que consideram: adequação do processo de randomização e ocultação da alocação, cegamento dos participantes e avaliadores, comparabilidade entre os grupos no início do estudo, taxas de abandono e adesão à intervenção, validade e confiabilidade das medidas, poder amostral, análise por intenção de tratar e predefinição de desfechos. A avaliação foi realizada de forma independente por dois revisores, e eventuais divergências foram resolvidas por consenso entre os avaliadores.
Para assegurar consistência e rigor metodológico, os critérios foram classificados como “Sim” (critério atendido), “Não” (não atendido), “NR” (não relatado), “NA” (não aplicável) ou “CD” (não é possível determinar). Seguindo uma abordagem conservadora, respostas “NR”, “CD” e “NA” foram agrupadas como “Não”, considerando-se como indicativas de risco de viés. Essa padronização visa evitar a superestimação da qualidade dos estudos frente a ausência de informações claras.
A classificação final da qualidade metodológica dos estudos foi categorizada conforme o número de critérios atendidos (“Sim”) em cada instrumento, da seguinte forma: Estudos experimentais (14 itens): Boa qualidade: ? 7 critérios atendidos; qualidade razoável: 6 critérios atendidos; qualidade ruim: < 5 critérios atendidos. Para a classificação dos estudos quase experimentais (12 itens): Boa qualidade: > 6 critérios atendidos; qualidade razoável: 5 critérios atendidos e qualidade ruim: < 4 critérios atendidos.
Essa categorização teve como base os princípios descritos pelo próprio NHLBI, os quais recomendam que os revisores considerem os conceitos fundamentais de validade interna ao julgar o risco de viés. Assim, falhas em critérios-chave, como randomização, cegamento, descrição da intervenção, e precisão na mensuração dos desfechos, aumentam o risco de viés e, portanto, reduzem a confiança nos resultados.
Ainda segundo a orientação da ferramenta, a análise crítica deve ir além da contagem simples de itens, contemplando o impacto potencial de cada ausência metodológica sobre a validade interna do estudo. No entanto, para fins práticos nesta revisão, a contagem de critérios atendidos foi usada como indicador geral da qualidade, permitindo comparabilidade entre os estudos e padronização dos julgamentos.

Resultados
Após a busca nas bases de dados, foram identificados 5.449 estudos (Figura 1). Desses, 1.502 duplicatas foram excluídas com o auxílio do Rayyan. Após a triagem dos títulos e resumos, 3.931 artigos foram eliminados com base nos critérios de exclusão. Na etapa de triagem dos textos completos, 9 estudos foram excluídos. Dois estudos foram identificados por meio de busca manual, realizada a partir da leitura de uma revisão sistemática22, totalizando 9 estudos incluídos na análise final.
Os estudos selecionados foram publicados entre 2008 e 2020, totalizando 629 participantes. A média ponderada de idade foi de 68,76 anos, e o período de intervenção variou de 12 a 108 semanas, com média de 23,8 semanas. A maioria dos estudos foi conduzida na região Sul do Brasil (n = 5) (Tabela 1).
A maioria dos estudos (6/9) incluiu homens e mulheres na amostra, com exceção de três que incluíram apenas mulheres 23,24,25. Todos os estudos utilizaram intervenção com treinamento sistematizado (exercício físico). Dois deles apresentaram um terceiro grupo, focado em estratégias de mudança de comportamento7,26. Quatro estudos não possuíam grupo controle23,27,28,29. Todos foram desenvolvidos em centros de saúde vinculado ao SUS, com exceção de um estudo27 que, além da amostra vinculada ao SUS (exercício físico), incluiu participantes de um clube (vôlei adaptado).
O número de dimensões RE-AIM relatadas em cada estudo é apresentado na Tabela 2. Apenas um estudo7 declarou explicitamente seguir o modelo RE-AIM, sendo também o que apresentou a maior quantidade de indicadores reportados (27/54). A média geral foi de 13,8 indicadores por estudo, com variação de 8 a 27. A dimensão alcance foi a mais relatada nos estudos, com uma média de 6 indicadores dentre os 11. Já a dimensão manutenção foi a menos relatada, sendo mencionada em apenas dois estudos7,26 com 2 indicadores cada.
Na Tabela 3, é apresentado o número de estudos em cada indicador das dimensões RE-AIM. Apenas o tamanho da amostra (alcance) e o resultado dos desfechos primários (eficácia) foram apresentados em todos os estudos analisados. A descrição da população-alvo (alcance) não foi relatada em apenas um estudo26. Na dimensão adoção, os indicadores mais mencionados foram o número de locais participantes (6/9) e o nível de conhecimento dos membros da equipe (6/9). Quanto a implementação, os indicadores mais relatados foram a frequência dos contatos (5/9) e duração dos contatos (5/9). Na dimensão manutenção, tanto a avaliação dos resultados após a conclusão do programa quanto a taxa de abandono individual foram mencionadas em 2 de 9 estudos.
Por fim, na tabela 3, os indicadores de cada dimensão foram categorizados por região do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, não foram identificadas intervenções voltadas à população idosa no SUS. Mesmo quando analisados por região, o alcance foi a dimensão mais relatada, enquanto a manutenção permaneceu como a menos mencionada, proporcionalmente.
Dos 11 indicadores da dimensão alcance, foram relatados em pelo menos um estudo: 8 no Nordeste, 8 no Sudeste e 10 no Sul. Para a dimensão eficácia (9 indicadores), os estudos relataram 1, 2 e 6 indicadores nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, respectivamente.
Na dimensão adoção (15 indicadores), o Nordeste relatou 3/15, o Sudeste 6/15 e a região Sul 10/15. Em relação à implementação (9 indicadores), foram relatados 2/9 no Nordeste, 3/9 no Sudeste e 6/9 no Sul. A dimensão manutenção, a menos relatada, apareceu apenas em estudos da região Sul, totalizando 2/10 indicadores possíveis (Tabela 3).

Avaliação do risco de viés
A avaliação da qualidade metodológica e do risco de viés revelou variações significativas entre os estudos incluídos, conforme demonstrado nas Tabelas 4 e 5. Entre os cinco ensaios clínicos randomizados incluídos, apenas um estudo30 foi classificado como de boa qualidade (atendeu 9 de 14 critérios). Um estudo foi classificado como de qualidade razoável (6/14 critérios atendidos)25 enquanto os demais apresentaram baixa qualidade metodológica (menos de 5 critérios atendidos)7,24,26. As principais limitações identificadas foram a ausência de cegamento dos participantes e avaliadores, falhas na descrição dos métodos de randomização e alocação, ausência de análise por intenção de tratar e falta de informações sobre o cálculo do tamanho amostral (Tabela 4).
Quanto aos quatro estudos quase experimentais, todos foram classificados como de baixa qualidade metodológica. Apenas um estudo atendeu a 5 dos 12 critérios avaliados, sendo classificado como de qualidade razoável29. Os demais estudos atenderam a menos de cinco critérios, sendo, portanto, classificados como de baixa qualidade23,27,28. As deficiências mais frequentes incluíram a ausência de critérios de elegibilidade claramente descritos, não realização de análises estatísticas adequadas, intervenção mal descrita e ausência de cegamento dos avaliadores (Tabela 4).

Discussão
A promoção da atividade física no Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), constitui um elemento relevante dentro das políticas de enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis, embora represente apenas uma parte de um conjunto mais amplo de ações intersetoriais necessárias para esse propósito31. Apesar de iniciativas consolidadas, como o Programa Academia da Saúde, que tem demonstrado potencial na produção de cuidado e na promoção de modos de vida saudáveis, representando um avanço importante32, a literatura aponta que a cobertura é desigual33,34. O debate atual aponta para a persistência de desafios, como a necessidade de ampliar o alcance das ações e garantir a continuidade dos programas, já que a distribuição das ações ainda ocorre de maneira desigual em âmbito estadual e regional6.
Diante disso, o estudo buscou analisar a qualidade metodológica de programas de intervenção de atividade física para pessoas idosas no Sistema Único de Saúde (SUS). De modo geral, os resultados indicam que as dimensões de alcance e efetividade foram as mais bem relatadas, com destaque para a descrição do perfil dos participantes, o tamanho das amostras e os efeitos positivos nas condições físicas e mentais dessa população. Por outro lado, aspectos fundamentais como adoção, implementação e manutenção foram descritas de forma limitada, revelando fragilidades na continuidade e na sustentabilidade desses programas.
Nossos resultados dialogam com aqueles encontrados em uma revisão sistemática33 que analisou programas de atividade física para idosos na atenção primária à saúde utilizando o modelo RE-AIM. Tal estudo identificou que as dimensões de alcance e efetividade foram as mais relatadas, com 75,5% e 56,2%, respectivamente, enquanto aspectos relacionados à adoção, implementação e manutenção foram pouco explorados. Além disso, a qualidade metodológica dos estudos foi classificada como baixa a moderada, evidenciando desafios semelhantes aos observados na presente análise33. Essa convergência aponta para a necessidade de fortalecer a avaliação externa dos programas, incorporando informações sobre sustentabilidade, aplicabilidade e contexto organizacional.
Embora a revisão sistemática conduzida por Rocha et al.33 apresente temática semelhante, há diferenças metodológicas substanciais que justificam a originalidade e a relevância do presente estudo. Enquanto Rocha et al.33 delimitaram sua busca ao período de 2010 a 2020 e avaliaram exclusivamente a qualidade do relato por meio da pontuação do checklist RE-AIM, nossa revisão avança ao incorporar a avaliação formal do risco de viés com as ferramentas do NHLBI. Essa abordagem permitiu identificar nuances importantes, como a recorrência de estudos que relatam efetividade, mas apresentam desenhos metodológicos com validade interna comprometida, um aspecto não capturado pela análise baseada apenas no checklist RE-AIM.
Além disso, ampliamos o escopo temporal (2008 - 2024) e incluímos bases de maior abrangência, como Scopus, Web of Science e LILACS, o que resultou em baixa sobreposição entre os estudos identificados: apenas três trabalhos foram encontrados em ambas as revisões7, 26, 28. O presente estudo também utilizou a versão completa de 54 itens do RE-AIM para um diagnóstico operacional mais aprofundado, enquanto Rocha et al.33 aplicaram a versão reduzida de 21 itens. Por fim, nossa análise proporciona uma leitura desagregada por região do país e por dimensão do modelo, evidenciando desigualdades territoriais na implementação das intervenções, elemento não explorado na revisão anterior.
Nos estudos analisados nesta revisão, observou-se que a maioria relatou adequadamente aspectos como o tamanho da amostra e as taxas de participação, o que reforça a atenção dada à caracterização dos participantes. No entanto, chama atenção a concentração de estudos na região Sul do país, contrastando com a ausência de registros em outras regiões, como Norte e Centro-Oeste, conforme mostra a Tabela 3. Tal cenário aponta desigualdades importantes na oferta e avaliação dessas intervenções no contexto do SUS, mesmo considerando que o foco deste estudo tenha sido a análise metodológica das intervenções como um todo. Esse resultado corrobora com Rocha et al.33, que ressaltaram a necessidade de ampliar a representatividade territorial das pesquisas nacionais, de modo a refletir as diversas realidades do país.
É importante ressaltar que, embora muitos estudos tenham apresentado dados consistentes sobre o perfil dos participantes e os efeitos positivos das intervenções, a análise do risco de viés revelou limitações metodológicas relevantes que podem comprometer a confiabilidade dos resultados. Nesse sentido, uma revisão sistemática recente também concluiu que a maioria das pesquisas na área apresenta qualidade baixa ou moderada33. Em particular, critérios essenciais como a ocultação da alocação, o cegamento dos participantes e avaliadores e a adequação do método de randomização foram frequentemente inadequados ou não relatados, aumentando o risco de vieses nos estudos avaliados. Além disso, nos estudos quase experimentais, a qualidade metodológica foi classificada como baixa em todos os casos, o que reforça a necessidade de cautela na interpretação dos achados e a importância de fortalecer os delineamentos futuros para garantir maior robustez científica.
Um achado preocupante está relacionado à ausência de informações sobre as estratégias de recrutamento. Esse aspecto é fundamental, pois o sucesso de programas de intervenção com atividade física voltados para a população idosa depende substancialmente das estratégias de recrutamento utilizadas, as quais devem estar alinhadas às especificidades do público, do local e da região. Devem ser consideradas as formas de acesso dos idosos aos materiais de divulgação do programa, bem como suas condições de saúde e mobilidade, de modo a promover maior motivação para a continuidade da atividade física, minimizando o desgaste e contribuindo para a participação ativa dessa população35,36,37,38. Um ensaio clínico randomizado que utilizou o modelo RE-AIM no contexto brasileiro apoia essa preocupação ao relatar que o alcance do programa foi baixo (11,5% da população elegível), indicando que a resistência dos idosos e a falta de engajamento dos profissionais de saúde podem ser barreiras significativas7. Esse achado reforça a importância de se relatarem as estratégias de recrutamento para compreender a efetividade das intervenções e garantir a adesão dos participantes.
Além disso, a taxa de participação foi documentada de forma heterogênea entre as regiões. A região Sudeste apresentou uma taxa de participação de 40%, enquanto as regiões Norte e o Centro-Oeste registraram índices inferiores. Essas diferenças podem ser influenciadas por fatores como a percepção de relevância do programa para a comunidade, a proximidade geográfica e a acessibilidade aspectos frequentemente negligenciados em estudos conduzidos em áreas periféricas. Variáveis sociodemográficas, como idade, gênero e renda familiar, influenciam o engajamento dos idosos em atividades físicas e sociais39. Essas limitações metodológicas, evidenciadas na análise de risco de viés, podem contribuir para a variação observada nas taxas de adesão e abandono dos programas. A ausência de cegamento foi observada nos cinco ensaios clínicos randomizados analisados, assim como a não utilização de análises por intenção de tratar em quatro deles, o que pode influenciar negativamente a validade interna e a generalização dos resultados referentes à manutenção das intervenções.
Outro ponto relevante refere-se ao custo do recrutamento (Tabela 3). Os dados mostraram que nenhum dos estudos avaliou ou reportou os custos associados a esse processo. A eficiência de custo é um aspecto crucial a ser considerado, pois exerce grande influência na viabilidade e na sustentabilidade de programas de intervenção. Essas informações são essenciais para subsidiar gestores e pesquisadores em processos futuros de tomada de decisões40.
Em resumo, embora as regiões Sudeste e Sul apresentem dados mais consistentes sobre o alcance dos programas, há uma evidente lacuna quanto às estratégias e aos custos de recrutamento, que são fatores-chave para garantir o sucesso e a sustentabilidade a longo prazo de programas voltados à promoção da saúde em pessoas idosas. Contudo, percebe-se que um item que também precisa de atenção é o que se refere à “utilização de métodos qualitativos para aferir o alcance”, considerando que estratégias desse tipo, como estabelecer canais de comunicação com os participantes e incorporar seus relatos e percepções, podem ser uma excelente maneira de melhorar os aspectos do programa que ainda carecem de ajustes41.
A efetividade foi um dos indicadores mais bem documentados nos estudos analisados, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, com 100% de cobertura na avaliação dos estágios primários (Tabela 3). Embora bem documentada, a efetividade relatada pode ter sido superestimada, devido à ausência de cegamento e ao não uso de análises por intenção de tratar em parte dos estudos, aspectos que podem introduzir viés de aferição e comprometer a validade interna dos efeitos observados.
Por outro lado, a avaliação de efeitos não intencionais ou de medidas de qualidade de vida foi pouco explorada, com apenas 11,1% (1 entre os 9 estudos selecionados) reportando essas informações, principalmente na região Sul. A falta de dados sobre consequências não intencionais e a ausência de análises de mediadores e moderadores são aspectos críticos, pois programas de saúde não afetam apenas os desfechos primários, como a melhoria da capacidade física, mas também podem gerar efeitos secundários, como mudanças na percepção de bem-estar, saúde mental e qualidade de vida. Focar exclusivamente nos resultados fisiológicos não permite uma compreensão abrangente da efetividade ou eficácia de uma intervenção42,43.
Os métodos qualitativos para entender os resultados também foram pouco utilizados, com apenas um estudo relatando seu uso7. Esse tipo de abordagem pode complementar os dados quantitativos, permitindo explorar mudanças de comportamento e aspectos psicológicos dentro de uma estratégia biopsicossocial, bem como a experiência geral dos participantes durante a intervenção42. A ausência dessas dimensões pode restringir a interpretação dos resultados e diminuir a aplicabilidade dos achados em diferentes contextos sociais e culturais.
Além disso, uma porcentagem de abandono foi observada em 40% dos estudos da região Sudeste e 30% na região Sul, indicando que há desafios relacionados à adesão e manutenção dos participantes ao longo do tempo nos programas. Isso é consistente com a literatura que aponta que o abandono de programas de exercício em pessoas idosas é um fenômeno comum, impulsionado por fatores como falta de motivação, comorbidades e dificuldades de acesso a centros de atividades. Corroborando com essa afirmação, uma revisão sistemática destacou que o abandono de programas públicos e gratuitos de exercícios para pessoas idosas geralmente ocorre devido a problemas de saúde, aversão às aulas e obrigações familiares1.
Com base nos resultados encontrados, observa-se um número reduzido de estudos que abordaram a dimensão adoção. Nenhum deles apresentou informação sobre a descrição dos locais, critérios de inclusão e exclusão dos locais, taxa de participação e mensuração dos custos para implementação. A literatura também aponta que a adoção é raramente mensurada em estudos, especialmente na área da saúde, o que pode comprometer a avaliação do impacto das intervenções e sua aplicabilidade no mundo43.
Os dados do presente estudo indicam que nenhum trabalho avaliou todos os itens da dimensão implementação. Medidas como a confiabilidade e o comprometimento do agente de entrega, incluindo o custo real da ação, foram pouco exploradas, o que pode gerar incerteza para futuras intervenções, por não oferecerem dados robustos, como base para decisões43.
No que diz respeito à manutenção dos programas dos estudos analisados, os resultados indicaram uma média de seis meses de duração das intervenções. Esse valor foi influenciado por um estudo com 25 meses de acompanhamento, o que elevou a média geral29. Frequentemente, as intervenções possuem curta duração e raramente apresentam dados de acompanhamento43,44,45. Essas informações são relevantes para estudos futuros, pois podem contribuir para a compreensão dos fatores que levam à continuidade ou à descontinuação dos programas. Espera-se que estratégias voltadas à promoção da saúde sejam sustentáveis, e não restritas apenas ao período da intervenção. Os demais indicadores da dimensão manutenção não foram relatados em nenhum dos estudos analisados, o que limita a possibilidade de generalização dos achados e compromete sua aplicabilidade no contexto real dos serviços de saúde. Com base em um estudo anterior46, considera-se que, ao se orientar por evidências já publicadas e antecipar possíveis desafios, tanto em nível organizacional quanto individual, durante o planejamento, pode-se reduzir desgastes e minimizar o risco de descontinuidade das intervenções.
Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. A principal limitação foi o número reduzido de artigos elegíveis (n=9), o que pode restringir a generalização dos achados. Além disso, a análise foi limitada pela baixa qualidade metodológica e pelo elevado risco de viés em grande parte dos estudos incluídos, o que demanda cautela na interpretação de sua efetividade. A concentração geográfica das intervenções nas regiões Sul e Sudeste também limita a representatividade dos dados para o contexto de saúde pública de outras regiões do Brasil. Por fim, a ausência de informações sobre as dimensões de adoção e implementação na maioria dos estudos restringe a compreensão sobre os fatores que influenciam a sustentabilidade dos programas de atividade física para pessoas idosas no SUS.

Conclusão
A presente revisão sistemática identificou que, embora os programas de intervenção com atividade física para pessoas idosas no Sistema Único de Saúde (SUS) apresentem avanços nas dimensões de alcance e eficácia, persistem lacunas importantes nas dimensões de adoção, implementação e manutenção. Esses achados ressaltam a necessidade de maior atenção ao planejamento e à avaliação contínua dessas intervenções. Para torná-las mais inclusivas, sustentáveis e alinhadas às necessidades reais da população idosa, recomenda-se que o planejamento dos programas incorpore a avaliação de custos e adapte estratégias de recrutamento às realidades regionais. Além disso, é crucial que futuras pesquisas explorem a utilização de métodos qualitativos para compreender as barreiras e motivações dos participantes, e que avaliem o impacto a longo prazo para garantir a sustentabilidade das práticas. Nesse sentido, a utilização sistemática do modelo RE-AIM continua sendo uma ferramenta valiosa para apoiar a tomada de decisão em políticas públicas de saúde.

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Sousa, SM, Barbosa, RO, Bernardi, ITDB, Bragaglia, JC, Duca, GFD, Santos, LRF. Avaliação de Programas com Intervenção de Atividade Física para Pessoas Idosas no Sistema Único de Saúde: Revisão Sistemática no modelo RE-AIM. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2026/mar). [Citado em 05/04/2026]. Está disponível em: http://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/avaliacao-de-programas-com-intervencao-de-atividade-fisica-para-pessoas-idosas-no-sistema-unico-de-saude-revisao-sistematica-no-modelo-reaim/19971?id=19971&id=19971

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