0144/2026 - Resposta ao artigo: A Política de Controle do Tabaco no Brasil de 2016 a 2022: continuidades, retrocessos e desafios
Response to the article: Tobacco Control Policy in Brazil from 2016 to 2022: continuities, setbacks, and challenges.
Autor:
• Matheus Henrique da Silva Saloti - Saloti, MHS - <matheus.saloti@hotmail.com>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1723-7069
Coautor(es):
• Leonardo Kfouri Medeiros - Medeiros, LK - <leokfouri@hotmail.com>ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8789-4515
Resumo:
Não se aplica.Palavras-chave:
Palavras-chave: Tabagismo, Cigarro eletrônico, Políticas públicasAbstract:
Não se aplica.Conteúdo:
De acordo com o presente estudo, as políticas públicas anti-tabagistas sofreram impactos negativos frente ao cenário político do período 2016-2022, ocasionando, especialmente, no enfraquecimento da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco – Conicq. No entanto, observa-se que o artigo deixa de contemplar um elemento que atualmente compõe parte significativa do cenário brasileiro: o crescimento acelerado do uso de dispositivos eletrônicos de fumo (DEF), ou ainda, cigarros eletrônicos, ou vapes, especialmente no público adolescente e jovens, cuja composição prevê existência de nicotina e outras substâncias viciantes e/ou nocivas à saúde.
De acordo com Bertoni e Szklo (2021), mais da metade dos indivíduos que usavam DEF nunca fumaram, e cerca de 80% das pessoas que já usaram DEF têm entre 18 e 34 anos, mantendo uma prevalência diária entre jovens de 18 a 24 anos quase 10 vezes maior do que em faixas etárias superiores4. Literaturas recentes também apontam que DEFs têm sido incorporados à rotina das pessoas, sendo associados, inicialmente e de modo equivocado, a uma alternativa ao tabaco, trazendo aromas, cores e luzes nos dispositivos, deixando-os mais atraentes e, consequentemente, aumentando o número de usuários dependentes de nicotina5.
A ausência dessa discussão limita a compreensão das mudanças atuais no tabagismo e dos efeitos das transformações políticas do período, sendo fundamental considerar tanto o cigarro tradicional quanto os novos dispositivos, que coexistem e ampliam riscos. A expansão dos DEFs demanda novas estratégias de vigilância e educação em saúde, especialmente na Atenção Primária. Sem abordar esse fenômeno, a análise de políticas públicas antitabagismo torna-se incompleta e menos útil para orientar ações eficazes e duradouras.
Declaração de Disponibilidade de Dados
As fontes dos dados utilizados na pesquisa estão indicadas no corpo do artigo.
Referências bibliográficas:
1) Instituto Nacional de Câncer (INCA). Tabagismo [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/tabagismo.
2) World Health Organization (WHO). WHO releases Global Tobacco Trends Report – 4th Edition. 2021 Nov 19. Disponível em: https://smokeandvapefreenb.ca/2021/11/19/who-releases-global-tobacco-trends-report-4th-edition/
3) Portes LH, Pinho MCM de, Silva VL da C e, Turci SRB, Machado CV, Tourinho CAP. A Política de Controle do Tabaco no Brasil de 2016 a 2022: continuidades, retrocessos e desafios. Ciênc saúde coletiva. 2025;30:e14942023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-812320242911.14942023.
4) Bertoni N, Szklo AS. Dispositivos eletrônicos para fumar nas capitais brasileiras: prevalência, perfil de uso e implicações para a Política Nacional de Controle do Tabaco. Cad Saúde Pública. 2021;37(7):e00261920. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00261920.
5) Alves NFC, Pimentel MB, Souza GC, et al. Uso e malefícios do cigarro eletrônico: revisão integrativa. Res Soc Dev. 2024;13(4):47144. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/47144.











