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Artigos

0046/2026 - A presença concomitante de sarcopenia e sintomas depressivos está associada a maior prevalência de quedas em adultos mais velhos: Evidências do ELSI-Brasil
The concomitant presence of sarcopenia and depressive symptoms is associated with a higher prevalence of falls in older adults: Evidence from ELSI-Brazil

Autor:

• Gabriela Cardoso dos Santos - Santos, GC - <gabicdsantos81@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-0677-2831

Coautor(es):

• Luis Gustavo de Oliveira - Oliveira, LG - <lgfisioterapia@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0009-0007-3267-1545

• Elaine Cristina Lopes - Lopes, EC - <elalopesc@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7909-7209

• Bruno de Souza Moreira - Moreira, BS - <brunosouzamoreira@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8840-4496

• Nair Tavares Milhem Ygnatios - Ygnatios, NTM - <nairygnatios@yahoo.com.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8862-1930

• Maria Fernanda Lima-Costa - Lima-Costa, MF - <lima.costa@fiocruz.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3474-2980

• Núbia Carelli Pereira de Avelar - Avelar, NCP - <nubia.carelli@ufsc.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-4212-4039

• Ana Lúcia Danielewicz - Danielewicz, AL - <ana.lucia.d@ufsc.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1563-0470



Resumo:

Objetivo: Analisar as associações entre sarcopenia e sintomas depressivos, isoladamente e em combinação, com histórico de quedas e quedas recorrentes em adultos mais velhos comunitários. Métodos: Estudo transversal com dados de 6.347 participantes (?50 anos) da segunda onda do ELSI-Brasil (2019-21). Exposições: sarcopenia (Sarcopenia Definitions and Outcomes Consortium [SDOC] - força de preensão manual <35,5kg para homens e <20,0kg para mulheres e velocidade de marcha <0,8m/s) e sintomas depressivos (pontuação ?4 na Center for Epidemiologic Studies Depression Scale [CES-D]). Desfechos: histórico autorrelatado de quedas e quedas recorrentes (?2) nos últimos 12 meses. Utilizou-se regressão de Poisson ajustada por fatores sociodemográficos e de saúde. Resultados: A presença concomitante de sarcopenia e sintomas depressivos associou-se à maior prevalência de quedas (RP: 2,23; IC95%: 1,75–2,85) e quedas recorrentes (RP: 1,36; IC95%: 1,01–1,83). Sintomas depressivos isolados associaram-se à maior prevalência de quedas (RP: 1,74; IC95%: 1,35–2,24). Conclusão: A coexistência de sintomas depressivos e sarcopenia foi associada à maior prevalência de quedas e quedas recorrentes, enquanto os sintomas depressivos isolados associaram-se apenas à maior prevalência de quedas.

Palavras-chave:

Adultos mais velhos; Sarcopenia; Sintomas depressivos; Acidentes por Quedas; Estudos epidemiológicos.

Abstract:

Objective: To analyze the associations between sarcopenia and depressive symptoms, alone and in combination, with a history of falls and recurrent falls in community-dwelling older adults. Methods: Cross-sectional study with data from 6,347 participants (≥50 years) from the second wave of ELSI-Brazil (2019-21). Exposures: sarcopenia (Sarcopenia Definitions and Outcomes Consortium [SDOC] - handgrip strength <35.5kg for men and <20.0kg for women, and gait speed <0.8m/s) and depressive symptoms (score ≥4 on the Center for Epidemiological Studies Depression Scale [CES-D]). Outcomes: self-reported history of falls and recurrent falls (≥2) in the last 12 months. Poisson regression adjusted for sociodemographic and health factors was used. Results: The concomitant presence of sarcopenia and depressive symptoms was associated with a higher prevalence of falls (PR: 2.23; 95%CI: 1.75–2.85) and recurrent falls (PR: 1.36; 95% CI: 1.01–1.83). Depressive symptoms alone were associated with a higher prevalence of falls (PR: 1.74; 95%CI: 1.35–2.24). Conclusion: The co-occurrence of depressive symptoms and sarcopenia was associated with a higher prevalence of falls and recurrent falls, while isolated depressive symptoms were associated only with a higher prevalence of falls.

Keywords:

Older Adults; Sarcopenia; Depressive symptoms; Accidental Falls; Epidemiological studies.

Conteúdo:

INTRODUÇÃO

A queda é definida como o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial com incapacidade de correção postural em tempo hábil1. Valores semelhantes de prevalências de quedas na população idosa foram reportados em metanálises internacionais (26,5%)2 e nacionais (27%)3. Em relação às quedas recorrentes, uma revisão integrativa de estudos brasileiros apontou uma ampla variação, de 8,7% a 64,1%, refletindo diferenças no contexto dos estudos e nas populações analisadas4.
As consequências das quedas são amplas, e na maioria das vezes prejudicam a autonomia e a capacidade funcional do indivíduo. Dentre as principais, destacam-se as fraturas, imobilidade, hospitalizações e impactos psicológicos negativos, tais como ansiedade, depressão e preocupação em cair5-7. Particularmente, as quedas recorrentes estão associadas ao maior risco de declínio funcional, institucionalização e mortalidade8. Tais desfechos evidenciam a importância de identificar condições clínicas e psicossociais que podem predispor à ocorrência desses eventos.
Dentre os diversos fatores de risco predisponentes às quedas, destaca-se a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa e função muscular9,10. A prevalência de sarcopenia varia de 8% a 36% entre indivíduos com menos de 60 anos e de 10% a 27% entre aqueles com 60 anos ou mais, podendo essa variação ser influenciada pelos critérios e métodos utilizados para o diagnóstico11.
Além da sarcopenia, há evidências de que os sintomas depressivos constituem um importante fator de risco para quedas em adultos mais velhos12. Trata-se de uma condição prevalente nessa população, sendo considerada uma das principais causas de sofrimento emocional13. A prevalência de sintomas depressivos em adultos mais velhos em países ocidentais é de 19,4%14. Em geral, esse transtorno se manifesta por humor deprimido, associado à perda de prazer e de satisfação15. Esses sintomas podem levar à lentificação psicomotora, comprometendo o equilíbrio, a marcha e a autoconfiança, além de favorecer a preocupação em cair e o isolamento social. Adicionalmente, o uso de medicamentos psicotrópicos tem sido associado a maior risco de quedas em razão de seus efeitos sobre o estado de alerta, a coordenação e o controle postural16,17.
A coexistência de sarcopenia e sintomas depressivos pode amplificar o risco de quedas, uma vez que a combinação dessas condições compromete a força muscular, o equilíbrio, a saúde mental e a funcionalidade, aumentando a vulnerabilidade de adultos mais velhos16,18,19. Além disso, entre aqueles que vivem na comunidade, fatores físicos e psicológicos frequentemente se associam a determinantes sociais, como desigualdades socioeconômicas, baixa escolaridade e limitações no acesso a recursos e serviços, configurando um cenário de maior vulnerabilidade a quedas20.
Até o presente momento, foi identificado apenas um estudo que avaliou, de forma concomitante, a associação entre sarcopenia e sintomas depressivos com o histórico de quedas. Zhang et al. (2025)19, em pesquisa conduzida com adultos de meia-idade e idosos chineses residentes na comunidade, identificaram um efeito sinérgico entre sarcopenia e sintomas depressivos no risco de quedas, evidenciando que a coexistência dessas condições eleva significativamente esse risco. No entanto, o estudo foi realizado com a população chinesa e utilizou critérios específicos para definir a presença das condições, o que limita a generalização dos achados para outras populações.
Além disso, não foram encontrados estudos que tenham avaliado essas associações em uma amostra nacionalmente representativa de adultos mais velhos brasileiros. Esse conhecimento é fundamental para subsidiar estratégias preventivas voltadas à redução da ocorrência de quedas nessa população. Diante do exposto, este estudo teve como objetivo analisar as associações entre sarcopenia e sintomas depressivos, isoladas e concomitantes, com o histórico de quedas e quedas recorrentes em adultos mais velhos comunitários brasileiros.

MÉTODOS
DELINEAMENTO E POPULAÇÃO DO ESTUDO
Tratou-se de um estudo transversal, baseado em dados da segunda onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). O ELSI-Brasil é um estudo de coorte nacionalmente representativo de adultos comunitários com 50 anos ou mais, residentes em 70 municípios das cinco macrorregiões brasileiras. A segunda onda da pesquisa foi conduzida de agosto de 2019 a março de 2021 e incluiu 9.949 participantes. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas presenciais realizadas na residência dos participantes. As estratégias de amostragem da pesquisa contemplaram três estágios de seleção, combinando os municípios (unidades primárias de amostragem), os setores censitários e os domicílios. Detalhes adicionais sobre a amostragem, metodologia e representatividade nacional do ELSI-Brasil podem ser obtidos em publicações anteriores21,22 e na homepage da pesquisa ().
Os participantes assinaram termos de consentimento livre e esclarecido separados para cada um dos procedimentos da pesquisa. O ELSI-Brasil foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto René Rachou, Fundação Oswaldo Cruz - Minas Gerais, e o processo está cadastrado na Plataforma Brasil (CAAE: 34649814.3.0000.5091; Parecer de aprovação: 5783040). Para o presente estudo, foram elegíveis os entrevistados com 50 anos ou mais, de ambos os sexos.

VARIÁVEIS DE DESFECHO
Os desfechos do estudo foram o histórico de quedas e quedas recorrentes nos últimos 12 meses. Considerou-se histórico de quedas quando o participante respondeu positivamente à pergunta “Nos últimos 12 meses, o(a) Sr(a) teve alguma queda?”. Entre aqueles que responderam afirmativamente, foi questionado o número de quedas ocorridas nesse período. Os participantes que relataram duas ou mais quedas foram classificados como “caidores recorrentes”23.
VARIÁVEIS DE EXPOSIÇÃO
As variáveis de exposição do estudo foram a sarcopenia e os sintomas depressivos. A sarcopenia foi definida segundo os critérios do Sarcopenia Definitions and Outcomes Consortium (SDOC), que considera a presença de fraqueza muscular e baixo desempenho funcional17. A fraqueza muscular foi avaliada pela força de preensão manual (FPM), mensurada com um dinamômetro mecânico (Saehan Corp., tipo Smedley, modelo SH5002, Coreia do Sul). O desempenho funcional foi avaliado pelo teste de velocidade de marcha (VM) em passo habitual, realizado em um percurso de 3,0 metros. Foram classificados como sarcopênicos, os participantes que apresentaram FPM <35,5kg para homens e <20,0kg para mulheres, além de VM <0,8m/s para ambos os sexos9.
Os critérios do SDOC foram adotados neste estudo por se basearem em evidências robustas, provenientes da análise de grandes amostras de adultos mais velhos residentes na comunidade. Esse consenso define a sarcopenia a partir da baixa FPM e baixa VM usual, ambas preditoras independentes de desfechos clínicos relevantes, como quedas, fraturas e mortalidade. Diferentemente de outras definições, o SDOC não inclui a massa magra mensurada por densitometria de raio X de dupla energia (DEXA), cuja utilidade preditiva é limitada. Além disso, estudos comparativos indicam que os critérios do SDOC apresentam as associações mais fortes e consistentes com desfechos adversos em adultos mais velhos comunitários, o que reforça sua validade e relevância para a população deste estudo9,24.
Por sua vez, os sintomas depressivos foram avaliados por meio da versão curta, com oito itens, da Center for Epidemiological Studies Depression Scale (CES-D). Essa escala investiga se o participante sentiu, na maior parte do tempo na semana anterior à entrevista: (1) deprimido, (2) que as coisas estavam mais difíceis do que costumavam ser antes, (3) que o seu sono não era reparador, (4) feliz, (5) solitário, (6) prazer pela vida, (7) triste e (8) que não conseguiria levar adiante as suas coisas25,26. Para a pontuação, atribuiu-se 1 ponto quando o participante respondeu “não” aos itens 4 e 6 e “sim” aos demais itens. Dessa forma, a pontuação total do instrumento pode variar de zero a oito pontos. No presente estudo, adotou-se a pontuação igual ou superior a quatro pontos para definir a presença de sintomas depressivos27.
Para avaliar as associações da sarcopenia e dos sintomas depressivos, isoladamente e em combinação, com ambos os desfechos, os participantes foram categorizados em quatro grupos, conforme a presença das exposições: 1) sem sarcopenia e sem sintomas depressivos; 2) somente sarcopenia; 3) somente sintomas depressivos; 4) com sarcopenia e com sintomas depressivos.
VARIÁVEIS DE AJUSTE
As variáveis de ajuste do estudo incluíram sexo (feminino; masculino), faixa etária (50–59; 60–69; 70–79 ou ?80 anos), estado civil (casado/união estável; ou solteiro/divorciado/viúvo), escolaridade em anos completos de estudo (0; 1–4; 5–8 ou ?9 anos), nível de atividade física avaliado pela versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) (suficientemente ativos: quando os participantes relataram ?150 minutos de atividade física leve a moderada ou ?75 minutos de atividade física vigorosa por semana; e insuficientemente ativos: quando realizaram <150 minutos de atividade física leve a moderada ou <75 minutos de atividade física vigorosa por semana)28,29 e multimorbidade (ausente ou presente, sendo considerado presente quando houve autorrelato duas ou mais condições de saúde previamente diagnosticadas por um médico, incluindo hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, acidente vascular cerebral, infarto, angina, insuficiência cardíaca, artrite/reumatismo, osteoporose, insuficiência renal crônica, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma e câncer). As variáveis de ajuste foram selecionadas com base na literatura prévia, contemplando fatores sociodemográficos, clínicos e de estilo de vida comumente utilizados como variáveis de controle em estudos que investigaram associações entre sarcopenia, sintomas depressivos e quedas em adultos mais velhos16,18,19.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
As análises foram realizadas por meio do programa estatístico STATA®, versão 14.0 (Stata Corp., College Station, Texas, EUA). Inicialmente, foram realizadas análises descritivas para todas as variáveis do estudo, com cálculo das prevalências e dos respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). As associações bivariadas entre as variáveis de ajuste e o histórico de quedas e quedas recorrentes foram avaliadas por meio do teste Qui-Quadrado de Pearson com correção de Rao-Scott, ao nível de significância de 5%. Para avaliar as associações entre sarcopenia e sintomas depressivos (isoladamente e em combinação) e os desfechos (histórico de quedas e quedas recorrentes), utilizou-se análise de regressão de Poisson com variância robusta, estimando-se as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas. As análises ajustadas incluíram as variáveis sociodemográficas, o nível de atividade física e a multimorbidade. As estimativas consideraram os parâmetros amostrais e os pesos individuais dos participantes, por meio do comando svy (survey). O nível de significância estatística adotado foi ? = 0,05.
RESULTADOS
Dentre os 9.949 participantes da segunda onda do ELSI-Brasil, 6.347 (média de idade: 65,1 ± 9,1 anos) tinham informações disponíveis sobre o histórico de quedas, sarcopenia e sintomas depressivos, e compuseram a amostra analítica deste estudo. A maioria da amostra foi composta por mulheres (55,1%), indivíduos entre 50 e 59 anos (49,8%), casados ou em união estável (62,9%), com 1 a 4 anos de escolaridade (38,1%), insuficientemente ativos (80,1%) e com multimorbidade (51,0%). Em relação às exposições analisadas, 33,6% (IC95%: 29,4–37,9) dos participantes apresentavam sarcopenia isolada e 9,6% (IC95%: 7,8–11,7) tinham somente sintomas depressivos. Já a sarcopenia concomitante aos sintomas depressivos foi observada em 8,8% (IC95%: 7,1–10,8) da amostra.
O histórico de quedas foi observado em 18,3% (IC95%: 15,6–21,3) da amostra total, e, entre esses participantes, 38,5% (IC95%: 33,7–43,4) relataram quedas recorrentes. A prevalência de histórico de quedas foi maior entre as mulheres do que entre os homens (p<0,001), enquanto a prevalência de quedas recorrentes foi semelhante entre os sexos (p=0,541). De modo geral, tanto o histórico de quedas quanto o histórico de quedas recorrentes aumentaram com a idade, porém sem diferenças significativas entre as faixas etárias. Observaram-se, ainda, maiores prevalências de histórico de quedas (p<0,001) e quedas recorrentes (p=0,016) entre os participantes com multimorbidade (Tabela 1).

Tab. 1

As prevalências dos desfechos, com seus respectivos IC95%, de acordo com as exposições analisadas, estão descritas nas Figuras 1 e 2. As maiores prevalências de quedas (36,8%, IC95%: 28,1–45,4) e quedas recorrentes (49,1%, IC95%: 38,5–59,7) foram observadas em indivíduos com sarcopenia e sintomas depressivos concomitantes.

Figura 1. Prevalência de histórico de quedas nos últimos 12 meses, conforme a presença isolada ou concomitante de sarcopenia e sintomas depressivos, em adultos mais velhos brasileiros. Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), 2019-21.

Fig.1

Figura 2. Prevalência de histórico de quedas recorrentes nos últimos 12 meses, conforme a presença isolada ou concomitante de sarcopenia e sintomas depressivos, em adultos mais velhos brasileiros. Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), 2019-21.

Fig.2

Os resultados das análises de associação entre as exposições e os desfechos, obtidos por meio de regressão de Poisson, estão descritos na Tabela 2. Após o ajuste para as variáveis de confusão, observou-se que os participantes com sintomas depressivos isolados apresentaram prevalência 74% maior de relato de quedas nos últimos 12 meses (RP: 1,74; IC95%: 1,35–2,24), enquanto aqueles com sarcopenia e sintomas depressivos concomitantes apresentaram prevalência 123% maior (RP: 2,23; IC95%: 1,75–2,85), em comparação aos indivíduos sem nenhuma das exposições.
No que se refere às quedas recorrentes, após os ajustes, adultos mais velhos com ambas as exposições apresentaram prevalência 36% maior de relato de duas ou mais quedas nos últimos 12 meses (RP: 1,36; IC95%: 1,01–1,83), em comparação àqueles sem sarcopenia e sem sintomas depressivos.

Tab.2

DISCUSSÃO
Os principais achados deste estudo indicaram que adultos mais velhos brasileiros com sintomas depressivos e sarcopenia combinados apresentaram maiores prevalências de quedas e quedas recorrentes nos últimos 12 meses. Além disso, aqueles com apenas sintomas depressivos também apresentaram maior prevalência de quedas em comparação aos que não tinham nenhuma dessas exposições.
A prevalência de histórico de quedas observada neste estudo foi de 18,3%, valor ligeiramente inferior ao reportado em estimativas globais (26,5%)2 e nacionais (27,0%)3. Essas divergências entre as estimativas podem ser justificadas pelo fato de as quedas apresentarem natureza multifatorial, variando conforme características relacionadas ao envelhecimento fisiológico, à presença de doenças crônicas não transmissíveis, à redução da força e do equilíbrio, bem como a fatores socioeconômicos, incluindo o sexo, a faixa etária e a renda familiar 30,31,32.
Em relação às quedas recorrentes, observou-se prevalência de 38,5% no presente estudo, valor comparável a outras estimativas nacionais, as quais mostram alta variabilidade nesse desfecho, com valores entre 8,7% e 64,1%4. A ocorrência de quedas recorrentes tende a estar relacionada à presença de marcadores de fragilidade, especialmente nos domínios de equilíbrio e mobilidade, ao uso de medicações, a fatores psicológicos e a alterações sensoriais e neuromusculares que aumentam o risco de novos episódios8,33.
Neste estudo, observaram-se associações significativas entre o histórico de quedas e o sexo e a multimorbidade, com maiores prevalências de quedas entre mulheres e entre aqueles com duas ou mais doenças crônicas. De forma semelhante, as quedas recorrentes também se mostraram significativamente mais elevadas na presença de multimorbidade. Esses achados são consistentes com evidências prévias34,35 e podem refletir, no caso das mulheres, maior fragilidade de estrutura óssea e muscular em comparação aos homens34. Entre indivíduos com multimorbidade, a maior ocorrência de quedas pode estar relacionada ao declínio funcional decorrente de doenças crônicas neurológicas, musculoesqueléticas e cardiovasculares, bem como ao uso concomitante de múltiplos medicamentos, fatores de risco já reconhecidos na literatura35.
No presente estudo, a presença isolada de sintomas depressivos foi associada à prevalência 74% maior de relato de quedas, corroborando estudos prévios que demonstraram associação significativa entre depressão e histórico de quedas em diferentes populações36,37. Os sintomas depressivos podem influenciar o risco de quedas por múltiplas vias, a saber: ao comprometer funções cognitivas e executivas, a atenção e a velocidade psicomotora; ao reduzir o engajamento em atividades físicas e sociais; ao favorecer o isolamento; e ao aumentar a preocupação em cair, perpetuando um ciclo de vulnerabilidade funcional38-42.
Evidências sugerem, ainda, que o uso de antidepressivos contribui para o aumento do risco de quedas, especialmente os antidepressivos tricíclicos (ADTs), cujos efeitos adversos incluem síncope e hipotensão postural, condições potencializadas pelas alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas associadas ao envelhecimento43-46. Ademais, estudos anteriores indicam que a depressão está relacionada à inflamação crônica, alterações no fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e ao comprometimento da saúde musculoesquelética, mecanismos que podem simultaneamente afetar o tônus muscular e o humor47,48.
Os resultados deste estudo também evidenciaram que a coexistência de sarcopenia e sintomas depressivos foi associada a uma prevalência 123% maior de quedas e 36% maior de quedas recorrentes. Esses resultados estão em consonância com os achados de Zhang et al. (2025)19, que, em uma amostra de pessoas de meia-idade e idosas da comunidade na China, observaram um efeito sinérgico significativo entre sarcopenia e sintomas depressivos, resultando em um aumento expressivo do risco de quedas. Embora os mecanismos específicos ainda não estejam totalmente elucidados, propõe-se que vias multifatoriais envolvendo inflamação crônica, estresse oxidativo e disfunções no eixo músculo-cérebro, contribuam para essa associação19. Evidências adicionais sugerem que essa combinação compartilha vias biológicas comuns, como o aumento de citocinas inflamatórias (IL-6 e TNF-?), a redução de BDNF, o pior desempenho em testes de equilíbrio e marcha, e a maior prevalência de multimorbidade e polifarmácia, fatores que se somam e elevam o risco de queda e quedas recorrentes19,49,50.
Vale ressaltar que a sarcopenia isolada não apresentou associações significativas com o relato de quedas e quedas recorrentes neste estudo, evidenciando os sintomas depressivos como fatores potencialmente mais associados à ocorrência desses desfechos. Além disso, em estudos que observaram associações entre sarcopenia e quedas em adultos mais velhos e pessoas idosas, a metodologia adotada para a definição da sarcopenia diferiu daquela empregada no presente estudo, incluindo também a avaliação da massa muscular por meio de DEXA e/ou bioimpedância (BIA), o que poderia explicar, ao menos parcialmente, a ausência de associação observada em nossos achados19,51.
Acredita-se que os resultados deste estudo reforçam a importância de compreender de forma mais ampla fatores associados às quedas em adultos mais velhos, sob uma perspectiva integrada que considere não apenas déficits físicos ou psicológicos de maneira isolada, mas também suas interações. A principal contribuição deste estudo consiste em analisar, de forma inédita no contexto brasileiro, a associação simultânea entre sarcopenia e sintomas depressivos e a ocorrência e recorrência de quedas, utilizando dados de base populacional representativos do país. Diferentemente de investigações clínicas ou regionais, nossos resultados fornecem evidências nacionais robustas sobre o efeito combinado dessas condições, revelando que a coexistência de sarcopenia e sintomas depressivos aumenta significativamente a prevalência de quedas e quedas recorrentes, evidenciando o efeito sinérgico existente entre vulnerabilidades físicas e psicossociais.
Tais evidências também ampliam o entendimento sobre o papel das condições musculoesqueléticas e mentais na determinação do risco de quedas e apontam para a necessidade de estratégias de prevenção integradas, que contemplem simultaneamente a promoção da saúde física e mental da população adulta mais velha. Recomenda-se que pesquisas futuras explorem diferentes critérios diagnósticos da sarcopenia e abordagens clínicas para a detecção de sintomas depressivos, a fim de aprimorar a compreensão dos mecanismos envolvidos.
Este estudo apresenta algumas limitações a serem consideradas. Primeiramente, trata-se de um estudo transversal, o que implica a avaliação dos participantes em um único ponto no tempo. Esse delineamento não permite estabelecer relações de causalidade entre as exposições e os desfechos. Além disso, a ocorrência de quedas foi avaliada por meio de autorrelato, abordagem frequentemente empregada em estudos epidemiológicos, mas que pode estar sujeita a vieses de informação e de memória. Entretanto, tais limitações não comprometem as contribuições do presente estudo, que buscou preencher uma lacuna de investigação a partir da análise de dados provenientes de uma amostra representativa da população adulta mais velha brasileira.

CONCLUSÃO
Concluiu-se que adultos mais velhos brasileiros residentes na comunidade com sintomas depressivos em combinação com a sarcopenia apresentaram prevalência significativamente mais elevada de quedas e de quedas recorrentes nos últimos 12 meses. Ademais, aqueles com sintomas depressivos isolados apresentaram maior prevalência de quedas em comparação aos que não tinham nenhuma dessas exposições.
Assim, é importante ressaltar que os profissionais de saúde que atuam com adultos mais velhos devem considerar, em suas intervenções, todos os fatores associados à ocorrência de quedas, especialmente a sarcopenia e a presença de sintomas depressivos quando diagnosticados concomitantemente. Além disso, as políticas públicas voltadas à promoção do envelhecimento saudável precisam reconhecer a inter-relação entre a saúde física e a saúde mental, visto que essa combinação demonstrou aumentar significativamente a prevalência de quedas e de quedas recorrentes.

FINANCIAMENTO
O ELSI-Brasil foi financiado pelo Ministério da Saúde: DECIT/SCTIE – Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Processos: 404965/2012-1 e TED 28/2017); COPID/DECIV/SAPS - Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária, Departamento dos Ciclos da Vida da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Processos: 20836, 22566, 23700, 25560, 25552 e 27510).

Declaração de Disponibilidade de Dados

As fontes dos dados utilizados na pesquisa estão indicadas no corpo do artigo.

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Santos, GC, Oliveira, LG, Lopes, EC, Moreira, BS, Ygnatios, NTM, Lima-Costa, MF, Avelar, NCP, Danielewicz, AL. A presença concomitante de sarcopenia e sintomas depressivos está associada a maior prevalência de quedas em adultos mais velhos: Evidências do ELSI-Brasil. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2026/mar). [Citado em 04/03/2026]. Está disponível em: http://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/a-presenca-concomitante-de-sarcopenia-e-sintomas-depressivos-esta-associada-a-maior-prevalencia-de-quedas-em-adultos-mais-velhos-evidencias-do-elsibrasil/19944?id=19944&id=19944

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