0115/2026 - Efeitos de uma intervenção educativa multiprofissional na qualidade de vida e autocuidado de idosos com diabetes mellitus: ensaio clínico randomizado
Effects of a multiprofessional educational intervention on the quality of life and self-care of older adults with diabetes mellitus: a randomized clinical trial
Autor:
• Leonardo Segateli - Segateli, L - <leonardo_segatelli@hotmail.com>ORCID: https://orcid.org/0009-0000-0106-4135
Coautor(es):
• Guilherme Batista do Nascimento - Nascimento, GB - <guilhermebn@fai.com.br>ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2370-322X
• Paulo Roberto Rocha Junior - Rocha Junior, PR - <paulorochajr@fai.com.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0434-6204
Resumo:
O objetivo deste artigo é avaliar os efeitos de uma intervenção educativa multiprofissional na qualidade de vida, autocuidado, conhecimento e parâmetros clínicos-laboratoriais em idosos com DM na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um ensaio clínico randomizado com 76 idosos com DM, alocados em GI e GC. A intervenção consistiu em cinco encontros semanais por uma equipe multiprofissional, através de grupo operativo. As avaliações ocorreram em três momentos: pré-intervenção (M0), sete dias após (M2) e 90 dias após (M3), utilizando os instrumentos DKN-A, QAD, DQOL-BRASIL e dados clínico-laboratoriais. A análise foi realizada por Modelos Lineares Generalizados Mistos (5%). O GI apresentou melhora no conhecimento sobre DM (p<0,001), nas práticas de autocuidado, especialmente atividade física, monitoramento da glicemia e cuidado com os pés (p<0,005), além de redução nos níveis de glicemia (p<0,001), hemoglobina glicada (p<0,001) e pressão arterial (p<0,05), bem como melhora significativa nos domínios da qualidade de vida (p<0,001). A intervenção demonstrou efetividade ao integrar, na Atenção Primária à Saúde, educação multiprofissional baseada em grupos operativos, com avaliação simultânea de desfechos cognitivos, comportamentais, psicossociais e clínicos em idosos com DM.Palavras-chave:
Idoso, Diabetes Mellitus, Educação em Saúde, Autocuidado, Qualidade de vida.Abstract:
The objective of this article is to evaluate the effects of a multidisciplinary educational intervention on quality of life, self-care, knowledge, and clinical-laboratory parameters in elderly individuals with DM in Primary Health Care. This is a randomized clinical trial involving 76 elderly individuals with DM, allocated to GI and GC. The intervention consisted of five weekly meetings by a multidisciplinary team, through an operative group. The evaluations took place at three time points: pre-intervention (M0), seven days after (M2), and 90 days after (M3), using the DKN-A, QAD, DQOL-BRASIL instruments, and clinical-laboratory data. The analysis was performed using Generalized Linear Mixed Models (5%). The GI showed improvement in knowledge about DM (p<0.001), self-care practices, especially physical activity, blood glucose monitoring, and foot care (p<0.005), as well as a reduction in blood glucose levels (p<0.001), glycated hemoglobin (p<0.001), and blood pressure (p<0.05), and a significant improvement in quality of life domains (p<0.001). The intervention proved effective in integrating multiprofessional education based on working groups into primary health care, with simultaneous assessment of cognitive, behavioral, psychosocial, and clinical outcomes in older adults with DM.Keywords:
Older adults, Diabetes Mellitus, Health Education, Self-care, Quality of life.Conteúdo:
O envelhecimento populacional constitui uma tendência global e irreversível, impactando diretamente a organização dos sistemas de saúde. Estima-se que, até 2050, a população mundial com 60 anos ou mais ultrapassará os 2 bilhões de indivíduos, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS)1. Esse fenômeno demográfico modifica a estrutura etária das populações e impõe desafios significativos à saúde pública, especialmente diante da elevada prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) entre os idosos2.
Dentre as DCNTs, o Diabetes Mellitus (DM) destaca-se como um dos agravos mais comuns e preocupantes nessa faixa etária, devido à sua relação com o envelhecimento e ao aumento da resistência à insulina. Estudos indicam que a prevalência de DM pode ultrapassar 30% entre idosos, configurando um importante problema de saúde pública3. O DM tipo 2, mais prevalente, é caracterizado por resistência periférica à insulina e disfunção progressiva das células beta pancreáticas, sendo fortemente associado ao estilo de vida e à senescência4,5.
As complicações decorrentes do DM são múltiplas e incluem manifestações agudas, como hipoglicemia e crises hiperglicêmicas, e crônicas, como retinopatia, nefropatia, neuropatia e doenças cardiovasculares4,5,6. Essas complicações comprometem severamente a qualidade de vida e a autonomia dos idosos, exigindo intervenções efetivas para promover o controle glicêmico, prevenir agravos e fomentar práticas de autocuidado. O impacto do DM vai além das questões físicas, estendendo-se aos domínios emocionais e sociais, evidenciando a complexidade do seu manejo na velhice7.
A promoção da qualidade de vida em idosos com DM demanda abordagens integradas, que envolvam tanto o cuidado clínico quanto a educação em saúde. Segundo a OMS, qualidade de vida é a percepção do indivíduo sobre sua posição na vida, considerando cultura, valores, expectativas e preocupações8. No contexto do envelhecimento, essa percepção está diretamente relacionada à manutenção da autonomia, funcionalidade e bem-estar biopsicossocial9,10. Assim, estratégias que promovam o empoderamento e o engajamento dos idosos em seu processo de cuidado são fundamentais.
O autocuidado constitui um elemento central no manejo do DM e está diretamente associado à prevenção de complicações, à adesão ao tratamento e à promoção da autonomia. Envolve práticas como monitoramento da glicemia, uso adequado de medicamentos, alimentação equilibrada, atividade física regular e cuidados com os pés11. Contudo, muitos idosos apresentam dificuldades para desenvolver essas ações de forma sistemática, seja por limitações físicas ou cognitivas, seja por desconhecimento acerca da doença11,12. Fortalecer a capacidade de autocuidado exige, portanto, intervenções educativas que valorizem o protagonismo do paciente e o contextualizem em sua realidade de vida.
A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel estratégico na gestão do cuidado às pessoas com DM, sendo responsável pela longitudinalidade, coordenação do cuidado, educação em saúde e suporte ao autocuidado¹¹. Nesse cenário, programas como o Hiperdia e a Estratégia Saúde da Família (ESF) são instrumentos relevantes na promoção do acesso a insumos, acompanhamento contínuo e incentivo a práticas saudáveis13,14. No entanto, ainda persistem desafios relacionados à efetividade das intervenções educativas ofertadas, especialmente quanto à sua adaptação às necessidades e limitações dos idosos.
A educação em saúde, especialmente em formato grupal e com enfoque multiprofissional, tem se mostrado uma estratégia promissora na promoção do autocuidado e da qualidade de vida de pessoas com DM11,12,13,15. A utilização de metodologias ativas, como o grupo operativo, possibilita um espaço dialógico e participativo, favorecendo a construção coletiva do saber, a problematização da realidade e a ressignificação de práticas cotidianas17. Tais estratégias favorecem o desenvolvimento de habilidades para o manejo da doença, fortalecem a autonomia dos idosos e promovem mudanças comportamentais sustentáveis18.
Embora intervenções educativas em DM sejam amplamente descritas, predominam estudos com delineamentos observacionais, ações uniprofissionais ou avaliação isolada de desfechos, especialmente na APS e entre idosos. Ademais, são escassos ensaios clínicos randomizados que integrem metodologias participativas, atuação multiprofissional e avaliação conjunta de desfechos cognitivos, comportamentais, psicossociais e clínico-laboratoriais. Diante disso, este estudo objetiva avaliar os efeitos de uma intervenção educativa multiprofissional, baseada em grupos operativos, sobre o conhecimento, o autocuidado, a qualidade de vida e parâmetros clínicos de idosos com DM acompanhados na APS, contribuindo para o fortalecimento de práticas educativas integrais, efetivas e potencialmente replicáveis19.
Métodos
Trata-se de um ensaio clínico randomizado e controlado, com grupos paralelos com avaliação cega, entre março e novembro de 2024, em uma ESF no município de Platina, interior do estado de São Paulo. O estudo foi conduzido com idosos com idade igual ou superior a 60 anos, cadastrados no programa Hiperdia, com diagnóstico de DM tipo 1 ou tipo 2 há pelo menos de seis meses. Excluíram-se participantes com limitações cognitivas ou motoras que impedissem a participação nas etapas do estudo.
O tamanho amostral foi estimado considerando uma população de 129 idosos com DM, com nível de confiança de 95% e erro amostral de 5%, resultando em uma amostra mínima estimada de 97 participantes. Esse cálculo orientou o planejamento do estudo; entretanto, limitações operacionais resultaram em uma amostra final de 76 participantes randomizados.
Dos 129 idosos considerados elegíveis para o estudo, 76 passaram pelos critérios se inclusão e exclusão e foram randomizados em dois grupos: Intervenção (GI, n = 38) e Controle (GC, n = 38). A randomização foi realizada por um pesquisador independente, sem envolvimento na coleta de dados ou na condução da intervenção, por blocos (7 blocos de 10 e 1 bloco de 6 participantes), com sequência numérica gerada aleatoriamente pelo software RANDOM.ORG, garantindo a ocultação dos participantes e assegurando que os avaliadores e a equipe responsável pela intervenção não tivessem conhecimento prévio da distribuição entre os grupos.
Para a obtenção dos dados, foram utilizados os seguintes instrumentos: (1) Questionário sociodemográfico e clínico, elaborado pelos pesquisadores, contendo variáveis como idade, sexo, estado civil, cor/raça, escolaridade, renda, arranjo familiar, tempo da doença, uso de medicação, IMC, pressão arterial, circunferência abdominal, glicemia capilar e hemoglobina glicada; (2) Diabetes Knowledge Questionnaire (DKN-A)20, composto por 15 questões, com escore total de 0 a 15 pontos, sendo que ? 8 considerado conhecimento satisfatório; (3)“Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes” (QAD)21, com 17 itens distribuídos em 6 domínios, avaliados em escala de 0 a 7; e (4) Questionário Diabetes Quality of Measure (DQOL-BRASIL)22, com 44 itens distribuídos nos domínios satisfação, impacto e preocupações com o diabetes. O domínio “preocupação social/vocacional” foi excluído devido à sua baixa aplicabilidade à população idosa, majoritariamente aposentada.
As avaliações aconteceram em três momentos: M0 (pré-intervenção), M2 (sete dias após a intervenção) e M3 (90 dias após M2 – follow-up). Os dados foram coletados por equipe previamente treinada, composta por dois fisioterapeutas, todos cegos quanto à alocação dos participantes.
A Intervenção Educativa direcionada ao GI foi realizada por grupos operativos, conduzida por equipe multiprofissional, composta por médico, nutricionista, enfermeiro, fisioterapeuta e psicólogo previamente capacitados. As sessões ocorreram semanalmente, ao longo de cinco encontros de 90 minutos cada, durante os meses de junho e julho de 2024. Os participantes do GI foram divididos em 2 subgrupos de 19 participantes (GI1 e GI2) para facilitar a condução das atividades. As sessões aconteciam as terças para o GI1 e as quintas para o GI2. No dia anterior aos encontros, eram enviados aos idosos lembretes da reunião via WhatsApp, Short Message Service (SMS) e ligações telefônicas. A cada encontro eram reforçados o dia e o horário do próximo, a fim de evitar possíveis ausências.
O conteúdo abordado seguiu as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)23 com ênfase na construção coletiva do conhecimento, promoção do autocuidado e melhoria da qualidade de vida. Cada encontro teve um profissional responsável, mediado pelo pesquisador principal, abordando uma temática específica com recursos expositivos e interativos, seguindo um roteiro (Apêndice A). Cada encontro tinha um objetivo específico e era dividido em 4 momentos: Abertura, discussão inicial, discussão principal e encerramento (reflexão e conclusão). A dinâmica dos encontros teve as seguintes temáticas: (1) Compreendendo o Diabetes Mellitus e suas complicações; (2) Medicamentos, insulinoterapia e autocuidado; (3) Alimentação da pessoa com Diabetes Mellitus; (4) Pé diabético e a importância da atividade física e (5) Aspectos psicológicos e adesão ao tratamento.
Os participantes alocados no Grupo Controle (GC) continuaram recebendo os cuidados habituais da unidade de saúde, que consiste no acompanhamento realizado pela equipe de saúde da família, sem ter o conhecimento da intervenção educativa ocorrida no GI. No intuito de promover a oportunidade de conhecimento e cuidado com o DM, os indivíduos do GC foram convidados, ao final do estudo, para receberem a mesma intervenção educativa, por meio do grupo operativo, que os indivíduos do grupo GI receberam.
Os dados foram tabulados em planilha eletrônica, no programa Microsoft Excel. As variáveis sociodemográficas, avaliadas apenas no momento 1, foram comparadas entre os grupos (GC e GI) utilizando o teste Qui-quadrado ou, quando as frequências esperadas foram inferiores a 5, o teste exato de Fisher.
Para os parâmetros clínicos mensurados nos momentos 0 e 3, dentro de cada grupo, aplicou-se o teste t pareado, uma vez que os resíduos padronizados atenderam aos pressupostos de normalidade (teste de Kolmogorov-Smirnov) e homogeneidade de variâncias (teste de Levene).
O efeito do grupo e do tempo (M0, M2 e M3) sobre as variáveis de conhecimento, autocuidado e qualidade de vida foi analisado por Modelos Lineares Generalizados Mistos (GLMM), considerando o paciente como efeito aleatório e realizando comparações múltiplas pelo método de Bonferroni. Todas as análises foram conduzidas no software R, adotando um nível de significância de 5% e consideraram apenas os participantes que completaram as avaliações, não sendo realizada análise por intenção de tratar.
Este estudo obteve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer nº 6.615.363, CAAE 76178923.8.0000.5413, e foi registrado no portal de Registros Brasileiros de Ensaios Clínicos (REBEC), sob o número RBR – 1045xxpm. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme Resolução n.º 466/12 do Conselho Nacional de Saúde.
Resultados
Seguindo as orientações do CONSORT, houve perda de sete participantes durante o estudo, sendo quatro no GC e três no GI. Sendo que entre a primeira e a segunda avaliação, ocorreu uma perda de duas pessoas por óbitos, entre a segunda e a terceira avaliação, cinco pessoas não compareceram. Desse modo, 69 idosos concluíram o estudo (GI = 35; GC = 34) conforme demonstrado na Figura 1.
Figura 1 - Fluxograma de Randomização dos participantes do estudo. Platina, SP. Brasil, 2025.
A Tabela 1 apresenta a caracterização sociodemográfica, econômica e clínica dos 76 idosos participantes do estudo. Observou-se predomínio do sexo feminino (64,5%), faixa etária entre 70 e 79 anos (44,7%) e escolaridade até o ensino fundamental (68,4%). A maioria dos idosos era brancos (48,7%), casados (53,9%), com renda individual entre dois e três salários mínimos (53,9%), residiam com familiares (75,0%) e com número de filhos variando de um a três (63,2%). Esses achados refletem o perfil predominante da população idosa atendida na Atenção Primária à Saúde, sobretudo em regiões do interior do país, onde as mulheres são maioria, apresentam baixa escolaridade e vínculos familiares mais próximos.
Em relação aos aspectos clínicos, a maior parte dos idosos possuía diagnóstico de diabetes há mais de 20 anos (56,6%), cerca de dois terços dos participantes (65,8%) não utilizavam insulina, 76,3% referiram aderir à combinação de dieta e medicamentos, enquanto 17,1% relataram incluir a prática de atividade física como componente complementar do tratamento.
Importa destacar que houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao estado civil (p = 0,041) e ao tipo de tratamento adotado (p = 0,003), com maior proporção de viúvos e de praticantes de exercício físico no grupo intervenção. Tais diferenças devem ser consideradas na interpretação dos efeitos da intervenção, uma vez que o suporte social e a adesão a práticas saudáveis são fatores que podem influenciar a resposta às ações educativas em saúde.
Tabela1 - Distribuição das características sociodemográficas e econômicas, segundo os grupos Intervenção e Controle – Platina, São Paulo, Brasil, 2025.
No que tange aos escores médios dos participantes quanto ao conhecimento sobre DM (DKN-A) os resultados demonstraram aumento significativo no conhecimento em ambos os grupos ao longo do tempo, porém de forma mais expressiva no grupo intervenção (GI), cuja média saltou de 5,57 (±1,92) no M0 para 10,08 (±1,19) no M2, mantendo-se em 10,09 (±1,20) no M3. No grupo controle (GC), o crescimento foi mais discreto, de 5,73 para 7,09 pontos, ainda que estatisticamente significativo. Esses achados indicam que a intervenção educativa multiprofissional teve impacto substancial na aquisição e manutenção do conhecimento, elemento fundamental para o empoderamento do idoso no manejo da doença (Tabela 2).
No que se refere às práticas de autocuidado, observou-se melhora em todas as dimensões avaliadas no GI, destacando-se os aumentos nos escores de atividade física (+2,03 pontos), cuidado com os pés (+2,40) e monitorização da glicemia (+1,37). Tais ganhos sugerem não apenas maior compreensão da doença, mas também internalização de comportamentos preventivos. No GC, por outro lado, as mudanças foram discretas e, em sua maioria, não significativas, sugerindo manutenção de práticas anteriores ao estudo (Tabela 2).
Tabela 2 - Análise do conhecimento e autocuidado em idosos com diabetes mellitus, antes e após a intervenção educativa – Platina, São Paulo, Brasil, 2025.
A Tabela 3 evidencia os efeitos da intervenção educativa sobre os parâmetros clínicos e laboratoriais dos participantes, comparando os momentos M0 e M3. No GI, observou-se redução estatisticamente significativa da pressão arterial sistólica (de 128,00 para 118,86 mmHg; p < 0,001) e diastólica (de 77,43 para 75,43 mmHg; p = 0,033), refletindo possível impacto positivo das mudanças no estilo de vida e adesão terapêutica. Tais variações não foram observadas no GC, cujos valores permaneceram estáveis.
Além disso, o GI apresentou redução expressiva nos níveis de glicemia de jejum (de 181,43 para 147,54 mg/dL; p < 0,001) e hemoglobina glicada (de 8,73% para 8,09%; p < 0,001), indicando melhora no controle glicêmico sustentado. No GC, a glicemia permaneceu praticamente inalterada, enquanto a hemoglobina glicada aumentou discretamente. A circunferência abdominal também teve leve redução no GI (–0,51 cm; p < 0,001), sugerindo melhora nos hábitos alimentares e possível controle do peso abdominal, ao passo que no GC houve aumento.
Por fim, a tabela 4 apresenta os escores médios das dimensões do instrumento DQOL-Brasil, nos três momentos do estudo. No GC, os escores permaneceram estáveis ao longo do tempo, com reduções discretas e não significativas nas dimensões avaliadas. No GI, por outro lado, observou-se melhora significativa na qualidade de vida após a intervenção, com reduções nos escores de satisfação (–0,30), impacto (–0,35) e preocupações com o diabetes (–0,27) entre M0 e M2. Essa melhora foi mantida parcialmente no M3, embora com leve elevação dos escores, o que pode sugerir a necessidade de reforço educativo contínuo.
A redução no escore geral (de 2,77 para 2,45) demonstra percepção mais positiva sobre o impacto da doença na vida cotidiana, reforçando o papel da educação em saúde como estratégia para promoção da autonomia e bem-estar de pessoas com doenças crônicas.
Tabela 3 - Análise das médias das variáveis clínicas e laboratoriais dos participantes, antes e depois da intervenção – Platina, São Paulo, Brasil, 2025.
Tabela 4 - Distribuição dos escores médios do Questionário de Qualidade de Vida DQOL BRASIL, antes e após a intervenção educativa – São Paulo, Brasil, 2025.
Discussão
O presente estudo avaliou os efeitos de uma intervenção educativa multiprofissional sobre o conhecimento, o autocuidado e a qualidade de vida de idosos com DM. Os resultados indicaram que os participantes do GI apresentaram melhorias significativas nessas variáveis em comparação ao GC, em consonância com evidências que demonstram o impacto positivo de programas educativos na gestão do DM em idosos7,12.
Quanto ao perfil dos participantes, observou-se predominância do sexo feminino, faixa etária entre 70 e 79 anos e baixa escolaridade, achados compatíveis com estudos que apontam maior prevalência de DM em mulheres idosas e a influência da escolaridade no manejo da doença24,25. A homogeneidade inicial entre os grupos GI e GC quanto às características sociodemográficas e clínicas favoreceu uma comparação mais precisa dos efeitos da intervenção, reforçando a validade interna do estudo26.
O aumento do conhecimento observado no grupo intervenção pode ser explicado pelas estratégias participativas adotadas, que favoreceram a construção ativa do saber por meio da troca de experiências e da problematização coletiva, diferenciando-se de abordagens unidirecionais. Evidências indicam que intervenções educativas efetivas promovem não apenas a transferência de informações, mas a integração do conhecimento com habilidades de autogestão, ampliando a compreensão da doença e suas implicações no autocuidado27. Quando conduzidas por equipes multiprofissionais, essas intervenções tendem a favorecer maior retenção das informações e mudanças comportamentais sustentadas7,28.
Resultados semelhantes foram observados em ensaio clínico randomizado realizado no município de Viçosa (MG), no qual participantes com DM submetidos a intervenção educativa apresentaram aumento significativo do conhecimento avaliado pelo questionário DKN-A, com elevação dos escores após a intervenção29.
A ampliação das práticas de autocuidado no grupo intervenção pode ser compreendida pela estrutura participativa da intervenção, que estimulou a reflexão crítica sobre rotinas cotidianas e a incorporação de habilidades práticas, mediadas pelo suporte coletivo e pelo feedback da equipe multiprofissional. Abordagens educativas interativas favorecem processos de empoderamento, autorregulação e contextualização dos saberes, elementos centrais para mudanças comportamentais no manejo do diabetes mellitus11,12,30.
A prática de atividade física foi um dos aspectos que mais evoluiu no grupo intervenção. Embora parte dos idosos já realizasse algum tipo de atividade, observou-se melhora após a intervenção, ainda que dificuldades para a incorporação regular dessa prática persistam. Barreiras como limitações físicas e ausência de suporte social são amplamente descritas na literatura31. Nesse sentido, experiências com grupos de caminhada demonstram que o apoio social e o vínculo estabelecido favorecem o enfrentamento das DCNTs, a adesão à atividade física e mudanças no estilo de vida, por meio da troca de experiências e da construção compartilhada de contextos mais saudáveis32,33.
Outro aspecto relevante foi a melhora na adesão à medicação no GI. A atuação multiprofissional contribuiu para o esclarecimento de dúvidas sobre o uso correto dos medicamentos e para o reforço da importância da regularidade terapêutica. Evidências indicam que o uso inadequado da medicação constitui uma das principais barreiras ao controle do DM em idosos, sendo a educação em saúde, uma ferramenta fundamental para minimizar esse problema6,34.
O impacto da intervenção nos parâmetros clínicos também foi evidente no GI. A redução dos níveis de glicemia e de outros parâmetros clínicos pode ser atribuída a mudanças sustentadas nos comportamentos de autogestão, favorecidas pelo processo educativo, que incentivou a reflexão sobre hábitos, o planejamento de rotinas de autocuidado e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, em consonância com evidências que associam a educação em diabetes a melhores desfechos clínicos. A manutenção do índice de massa corporal e a redução da circunferência abdominal reforçam a importância das orientações nutricionais16,18,35.
A redução da pressão arterial sistólica e diastólica observada no GI, em contraste com a estabilidade no GC, sugere que estratégias educativas podem exercer efeitos positivos também sobre a hipertensão associada ao DM. Estudos indicam que a combinação de educação em saúde e suporte multiprofissional contribui para o melhor controle da pressão arterial em idosos19,35,36.
No que se refere à qualidade de vida, os resultados do questionário DQOL-BRASIL, indicam que a intervenção educativa teve impacto positivo nos domínios de satisfação, impacto da doença e preocupações com o DM. A literatura evidencia que idosos com DM frequentemente apresentam pior qualidade de vida devido às limitações impostas pela doença. No entanto, intervenções educativas estruturadas favorecem o bem-estar e o enfrentamento do DM ao promoverem processos de aprendizagem que ampliam a compreensão da doença e o desenvolvimento de habilidades práticas de autocuidado37,38.
Embora os escores do questionário de qualidade de vida tenham apresentado leve regressão nos ganhos após três meses do término da intervenção, os benefícios ainda foram superiores aos observados no GC. Esse achado reforça a necessidade de continuidade das ações educativas para evitar a perda de adesão aos novos hábitos adquiridos14. Pesquisas sugerem que a reavaliação periódica e a oferta de reforço educacional são fundamentais para a sustentabilidade dos resultados31.
A abordagem multiprofissional mostrou-se um fator determinante para o sucesso da intervenção, uma vez que a diversidade de profissionais envolvidos possibilitou uma visão holística do cuidado ao idoso com DM, contemplando não apenas os aspectos fisiológicos da doença, mas também dimensões psicossociais e comportamentais. Os achados indicam que intervenções educativas multiprofissionais e participativas produzem efeitos positivos no cuidado dessa população e, no contexto da Atenção Primária à Saúde, apresentam potencial de sustentabilidade e escalabilidade, por utilizarem recursos humanos já disponíveis e estratégias educativas de baixo custo, como os grupos operativos, em consonância com as diretrizes da Educação Permanente em Saúde e com as políticas públicas voltadas ao cuidado da pessoa idosa12,16, 39.
Outro aspecto relevante da intervenção foi a utilização da técnica de grupo operativo como estratégia educativa. Fundamentada na interação e no diálogo, essa metodologia favorece a participação ativa dos indivíduos no processo educativo, tornando o aprendizado mais significativo e aplicável à realidade cotidiana. Evidências indicam que estratégias participativas, baseadas na troca de experiências e na resolução de problemas práticos, ampliam a aprendizagem e a adesão às recomendações em saúde7,40,41.
No contexto do DM, os grupos operativos possibilitam o compartilhamento de desafios e estratégias de autocuidado entre os idosos, fortalecendo o suporte social e incentivando mudanças de comportamento. A atuação da equipe multiprofissional enriquece esse processo ao abordar a doença sob diferentes perspectivas — médica, nutricional, psicológica e social — promovendo uma abordagem integral do cuidado. Esse modelo educativo potencializa a adesão ao tratamento, favorece a autonomia dos pacientes e contribui para um manejo mais eficiente das doenças crônicas, especialmente na população idosa42,43.
Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Embora o cálculo amostral tenha orientado o planejamento do estudo, a amostra final inferior à estimada, aliada às perdas de seguimento ocorridas após a randomização, pode ter limitado o poder estatístico para detectar efeitos de menor magnitude ou diferenças adicionais entre os grupos.
Além disso, por se tratar de uma intervenção educativa conduzida em grupo, não se pode descartar a ocorrência do efeito Hawthorne, uma vez que a maior atenção recebida pelos participantes do grupo intervenção pode ter influenciado positivamente em alguns desfechos avaliados. Adicionalmente, foram observadas diferenças basais entre os grupos quanto ao estado civil e ao tipo de tratamento, variáveis que podem interferir na adesão ao cuidado e nas práticas de autocuidado. Embora não tenha sido realizado ajuste estatístico para esses fatores, tais diferenças foram reconhecidas e consideradas na discussão dos achados. Por fim, o período de acompanhamento, embora suficiente para observar efeitos imediatos e de curto prazo, limita inferências sobre a sustentabilidade dos resultados em longo prazo, indicando a necessidade de estudos futuros com maior tempo de seguimento.
Conclusão
A intervenção educativa multiprofissional teve um impacto significativo na ampliação do conhecimento, na adoção de práticas de autocuidado, na melhora da qualidade de vida e nos parâmetros clínicos e laboratoriais de idosos com DM. A abordagem por meio de grupos operativos se mostrou uma estratégia eficaz para estimular a participação ativa dos idosos, promovendo mudanças sustentáveis no manejo da doença e contribuindo para um controle metabólico mais efetivo.
Declaração de Disponibilidade de Dados
Os dados de pesquisa estão disponíveis mediante solicitação ao autor de correspondência.
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