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Artigos

0008/2026 - Telefisioterapia no Sistema Único de Saúde: uma experiência no Centro-Oeste brasileiro
Telephysiotherapy in the Brazilian Unified Health System: an experience in the Central-West Region

Autor:

• Núria Ananda Parron Giacomelli Pereira - Pereira, NAPG - <nuriagiacomelli@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7946-4291

Coautor(es):

• Datiene Aparecida Diniz Rodrigues Bernal - Bernal,DADR - <fisiodatiene@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/ 0009-0009-6604-4341

• Bruno Cardoso Dantas - Dantas, BC - <bruno.dantas@ee.ufcg.edu.br>
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-6784-5946

• Magda Guimarães de Araújo Faria - Faria, MGA - <magda.faria00@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9928-6392

• Patrícia Simocelli Carbonaro Vinha - Vinha, PSC - <psimocelli@gmail.com>
ORCID: https://orcid.org/0009-0001-0482-9209



Resumo:

Este estudo descreve a implantação da telefisioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) em um município do Centro-Oeste, caracterizando o perfil dos usuários encaminhados pela Atenção Primária à Saúde, as demandas musculoesqueléticas e os desfechos do atendimento remoto. Trata-se de estudo observacional, descritivo e quantitativo, com delineamento transversal e retrospectivo, baseado em dados secundários de abril/2024 a abril/2025. A amostra incluiu 202 pacientes, majoritariamente mulheres (71,8%), média de 53,4 anos e queixas predominantes em coluna lombar e joelhos. Registraram-se 619 agendamentos, com 56,2% de presenças, 32,1% de faltas e 11,6% de cancelamentos. Entre os desfechos, 69,3% abandonaram o tratamento, 21,3% foram encaminhados ao atendimento presencial e 9,4% receberam alta. Médicos e enfermeiros foram os principais solicitantes. Observou-se impacto na resolutividade, com 16,2% das solicitações canceladas ou atualizadas no sistema de regulação. Conclui-se que a telefisioterapia é estratégia viável para ampliar o acesso e qualificar o cuidado no SUS.

Palavras-chave:

Saúde Digital; Telerreabilitação; Serviços de Fisioterapia; Sistema Único de Saúde; Atenção Primária à Saúde.

Abstract:

This study describes the implementation of telerehabilitation in the Brazilian Unified Health System (SUS) in a Midwestern municipality, characterizing the profile of users referred by Primary Health Care, musculoskeletal demands, and clinical outcomes of remote care. This is an observational, descriptive, and quantitative study with a cross-sectional and retrospective design, based on secondary data from April 2024 to April 2025. The sample included 202 patients, mostly women (71.8%), with a mean age of 53.4 years and predominant complaints in the lumbar spine and knees. A total of 619 appointments were scheduled, with 56.2% attendance, 32.1% absences, and 11.6% cancellations. Regarding outcomes, 69.3% discontinued treatment, 21.3% were referred for in-person care, and 9.4% were discharged. Physicians and nurses were the main referrers. An impact on resolvability was observed, with 16.2% of requests canceled or updated in the regulation system. Telerehabilitation proved to be a feasible strategy to expand access and improve quality of care in the SUS.

Keywords:

Digital Health; Telerehabilitation; Physical Therapy Services; Unified Health System; Primary Health Care.

Conteúdo:

1. Introdução

A saúde digital possui diversas definições que atendem ao mesmo propósito de contribuir na melhoria da qualidade de vida e cidadania dos indivíduos a partir do uso de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) de forma segura 1.
Desta forma, a Telessaúde, que faz parte do componente da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, em suas múltiplas e diversificadas aplicações no campo da promoção à saúde, assistência e educação, revelou-se ferramenta de grande potencial durante o surgimento do novo coronavírus e com isso demonstrou expressivo avanço dessa tecnologia durante o enfrentamento da pandemia da COVID-192.
A inserção das tecnologias digitais na saúde tem se disseminado, apresentando diversos impactos positivos no cuidado, no processo de trabalho, e nos cenários de ensino e pesquisa. Diversas nomenclaturas são utilizadas com o prefixo tele-, em que sua definição estará relacionada ao radical utilizado, como: teleconsulta, teleconsultoria, tele-educação, telemedicina, telemonitoramento e teleorientação 1.
Em 2015 a telessaúde foi regulamentada em todo o território nacional abrangendo a prestação remota de serviços relacionados a todas as profissões da área da saúde, reiterando a normatização ética relativa à prestação dos serviços nesta modalidade por meio dos respectivos conselhos federais de fiscalização do exercício profissional 3.
Na Atenção Primária à Saúde (APS), a telessaúde tem se consolidado como uma estratégia inovadora no cuidado em saúde, especialmente ao qualificar o processo de encaminhamento para os serviços especializados. Por meio de plataformas digitais, essa abordagem contribui para evitar encaminhamentos desnecessários, otimizar o uso dos recursos disponíveis e aumentar a eficiência dos sistemas de saúde 4-5.
Desta forma, a prestação de serviços de fisioterapia para teleconsulta, teleatendimento, telemonitoramento e teleconsultoria, teve sua última regulamentação em 2025 6. Neste sentido, trata-se de uma ferramenta potente no fortalecimento da reabilitação nos sistemas de saúde, ampliando a oferta de serviços, reduzindo custos ao sistema e ao usuário, reduzindo tempos de espera e acesso em tempo oportuno 7.
Frente a isso, o aumento das doenças crônicas, o envelhecimento populacional e as sequelas da COVID longa têm ampliado globalmente a demanda por reabilitação 8. No entanto, a oferta desses serviços permanece limitada, sobretudo em países de baixa e média renda, comprometendo a universalidade e a integralidade do cuidado. Estima-se que um terço da população possa se beneficiar da reabilitação, que é fundamental para reduzir incapacidades, custos e melhorar a qualidade de vida9.
Barreiras econômicas, escassez de serviços e longas filas de espera agravam o quadro, ampliando desigualdades e sobrecarregando os sistemas de saúde 10. Nesse contexto, a telessaúde, especialmente por meio da telefisioterapia, surge como uma estratégia promissora para ampliar o acesso e qualificar o cuidado em reabilitação e representa avanço de maneira geral para sociedade.
Considerando a necessidade de ampliar o acesso à assistência fisioterapêutica à população, agravada pela pandemia COVID-19, em 2024, iniciou a oferta assistencial de telessaúde por meio de teleatendimento em fisioterapia, a partir de uma estratégia de ampliação do acesso do usuário ao atendimento de serviços fisioterapêuticos no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio das ações de telessaúde.
Desta forma o estudo teve como objetivo caracterizar o perfil dos pacientes encaminhados pela APS ao serviço de telefisioterapia, estratificar as demandas musculoesqueléticas conforme encaminhamentos e categorizar os desfechos dos teleatendimentos realizados.

2. Métodos

Tipo de pesquisa
Trata-se de um estudo observacional, descritivo e quantitativo, com delineamento transversal e retrospectivo. Utilizou-se neste artigo, os parâmetros sugeridos pelo Strengthening the reporting of observational studies in epidemiology (STROBE) para a divulgação de achados de pesquisas observacionais.

Local do estudo
Campo Grande (MS) possui 8.082,327 km², população de 898.100 habitantes e densidade de 111,11 hab./km² (11). A rede municipal de saúde está organizada em sete regiões de saúde e conta com 74 Unidades de Saúde da Família, com cobertura de 87,65% por equipes de saúde da família e 68,4% por equipes multiprofissionais na APS (12). O serviço de telefisioterapia é ofertado em nove unidades vinculadas ao Projeto Territórios Integrados de Atenção à Saúde (TEIAS), com Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e atuação de fisioterapeutas.

Trajetória de implantação do serviço
A implantação do serviço de telefisioterapia no município surgiu como resposta estratégica à demanda reprimida por consultas em fisioterapia, especialmente as demandas musculoesqueléticas, no Sistema de Regulação local (SISREG). Com o objetivo de ampliar o acesso e garantir cuidado qualificado à população, especialmente diante de limitações territoriais e de oferta, iniciou-se em 2023 o estudo e desenvolvimento do projeto piloto, que contou com etapas de diagnóstico situacional, capacitação de equipe e implementação no ano de 2024.
Fluxo de encaminhamento ao serviço de telefisioterapia

O teleatendimento em fisioterapia integra a Rede de Atenção à Saúde por meio de um fluxo iniciado na APS, onde os usuários são acolhidos e avaliados conforme abaixo apresentado na Figura 1. Quando identificada a necessidade de cuidado especializado, o profissional pode agendar teleinterconsulta ou teleconsulta. A teleinterconsulta ocorre entre profissionais de diferentes áreas, com ou sem o paciente, para suporte técnico e definição conjunta da conduta. Já a teleconsulta é realizada diretamente entre fisioterapeuta especialista e paciente. Ambas as modalidades são registradas no sistema e-SUS.

Fig.1

Aspectos éticos
A pesquisa foi autorizada pela Secretaria Municipal de Saúde Pública e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme as normas vigentes. Por utilizar apenas dados secundários, sem envolver seres humanos ou informações identificáveis, houve dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme parecer nº 7.546.039 e CAAE 87820325.6.0000.5282.

Amostra
A amostra, selecionada por conveniência, incluiu 202 pacientes e teve como critério de inclusão indivíduos com queixas musculoesqueléticas admitidos para teleatendimento em fisioterapia tendo como desfecho de tratamento: 1) alta, 2) abandono ou 3) encaminhamento para atendimento presencial, entre abril de 2024 e abril de 2025. Foram excluídos aqueles que não haviam desfecho e, portanto, estavam em acompanhamento no período proposto para análise e coleta de dados.

Procedimento de coleta de dados
Os dados secundários foram extraídos de registros eletrônicos do sistema municipal de teleatendimentos em fisioterapia, do sistema de regulação e prontuário eletrônico do cidadão, compreendendo o período de teleatendimentos entre abril de 2024 e abril de 2025. A coleta dos mesmos foi realizada entre maio e junho de 2025. Foram incluídos os dados com registro completo nos sistemas de acordo com as variáveis abordadas no estudo: o sexo, a idade, a CIAP, a profissão do solicitante, o número de teleatendimentos, o tempo entre solicitação e o acesso ao teleatendimento, o período em acompanhamento remoto, a existência de vínculo com sistema de regulação, e o desfecho dos teleatendimentos (alta, abandono, encaminhamento para outros serviços). Foram excluídos os dados referentes aos pacientes que encontravam-se em acompanhamento no momento do período compreendido para análise, portanto sem desfecho ainda definido.

Análise de dados
As variáveis foram organizadas em blocos temáticos: informações do paciente (sexo, idade e identificador anônimo); teleatendimento (datas, tempo de acompanhamento, número de solicitações, modalidade, presença/ausência/cancelamento); classificação CIAP-2 e agrupamentos clínicos (códigos e segmentações corporais); regulação via SISREG (existência e tempo da solicitação, impacto no sistema); desfecho (alta, encaminhamento presencial ou abandono); e profissional solicitante.
A análise foi realizada no software R, com padronização e checagem de consistência dos dados, exclusão de registros incompletos, categorização de variáveis contínuas e criação de variáveis compostas, como tempo de acompanhamento e modalidade predominante. Variáveis categóricas foram reordenadas para fins analíticos e de visualização.
A etapa descritiva incluiu frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e caracterização do perfil dos pacientes, atendimentos, distribuição territorial, CIAP-2 e agrupamentos clínicos, solicitações no SISREG e desfechos. A etapa relacional explorou associações entre perfil dos pacientes, modalidades e desfechos; CIAP/grupamentos e desfechos; vínculo com o SISREG; impacto das solicitações anteriores ou posteriores; e variação dos profissionais solicitantes entre unidades. As análises foram apresentadas em gráficos e tabelas conforme necessidade.
Foram utilizados pacotes do tidyverse, especialmente dplyr, ggplot2, tidyr, forcats e janitor, para manipulação e visualização dos dados.

3. Resultados

Os 202 pacientes atendidos por teleatendimento, tinham idade entre 5 e 92 anos (média: 53,4; mediana: 54,5), predominando adultos e idosos. A maioria é do sexo feminino, representando 71,8% do público. No período analisado, foram registrados 619 agendamentos, dos quais 56,2% resultaram em presença, 32,1% em ausência e 11,6% foram cancelados previamente.
Quanto ao solicitante, a maioria das solicitações partiu de médicos(as) (52,0%) e enfermeiros(as) (30,7%), seguidos por fisioterapeutas (14,9%), Odontólogos (1,49%) e profissionais de Educação Física (0,99%), com participação minoritária.
O tempo entre o agendamento e o início do acompanhamento apresentou média de 10,9 dias (DP = 8,1), mediana de 9 dias e variação de 0 a 49 dias. Apesar da média indicar início relativamente rápido dos atendimentos, a ocorrência de esperas superiores a 40 dias sugere possíveis limitações de agenda ou barreiras operacionais no processo. A duração do acompanhamento variou de 0 a 224 dias, com média de 25,4 dias e mediana de 8,5 dias. Os dados evidenciam alta variabilidade no tempo de seguimento dos pacientes.
O número de agendamentos por paciente variou de 1 a 14, levando em consideração todas as situações registradas no sistema (presença, ausência e cancelamento), com média de 3,06 (DP = 2,61) e mediana de 2. A variabilidade sugere diferentes padrões de uso do serviço.
Entre os atendidos, 98,5% participaram de pelo menos uma teleinterconsulta e 49,5% de teleconsulta. Quanto à combinação de modalidades, 50,5% realizaram apenas teleinterconsulta, 48,0% participaram de ambos os formatos e 1,5% foram atendidos exclusivamente por teleconsulta. Os dados indicam predominância da teleinterconsulta, evidenciando o papel colaborativo entre a Atenção Primária e especialistas, além de sugerirem complementaridade entre as modalidades.
Em relação aos grupamentos corporais associados às queixas clínicas, observou-se predominância de atendimentos relacionados aos membros superiores (34,65%), seguidos por membros inferiores (30,69%), coluna (16,34%), condições musculares/articulares (8,91%), condições neurológicas (5,94%) e outras (3,46%). Houve predomínio do sexo feminino na maioria dos grupamentos, variando aproximadamente entre 70,0% e 88,0% nos grupos de coluna, membros superiores, membros inferiores e musculares/articulares, enquanto nas condições neurológicas observou-se distribuição semelhante entre os sexos.
A Tabela 1-A sintetiza a distribuição dos pacientes segundo sexo nos diferentes grupamentos corporais, corroborando o foco do serviço em condições musculoesqueléticas e locomotoras, em consonância com o escopo da fisioterapia na Atenção Primária à Saúde.

Tab.1

Quanto aos desfechos do teleatendimento, 69,3% dos pacientes abandonaram o acompanhamento, 21,3% foram encaminhados para atendimento presencial e 9,4% receberam alta no sistema remoto. Observou-se predominância do sexo feminino em todos os desfechos, correspondendo a 70,0% dos abandonos, 74,4% dos encaminhamentos e 78,9% das altas. A Tabela 1-B apresenta, de forma consolidada, a distribuição por sexo nos diferentes desfechos clínicos, evidenciando maior participação feminina ao longo de todo o percurso assistencial no teleatendimento.
Em relação aos desfechos e os 10 códigos CIAP2 mais frequentes conforme Figura 2, a seguir, os códigos L11 (Sinais/sintomas dos punhos), L03 (Sinais/sintomas da região lombar) e L17 (Sinais/sintomas do pé/dedos pé) apresentaram maiores proporções de desfecho como encaminhamentos presenciais e o código L92 (Síndrome do ombro doloroso), teve mais de 90,0% de abandono. Entre os pacientes com alta, os desfechos L03 (Sinais/sintomas da região lombar), L08 (Sinais/sintomas dos ombros), L15 (Sinais/sintomas do joelho) e L17 (Sinais/sintomas do pé/dedos do pé) foram os mais presentes.

Fig.2

Na análise dos desfechos por agrupamentos corporais, conforme Figura 3, a seguir, queixas de coluna apresentaram maior proporção de encaminhamentos (25,0%), seguidos pelos do grupo neurológico, sugerindo maior complexidade.

Fig.3

3.1 Sistema de Regulação (SISREG)

A análise mostrou que dos 46,0% dos pacientes atendidos no teleatendimento tinham solicitação de consulta em fisioterapia no SISREG, e 80,6% foram registradas antes do teleatendimento e 19,4%, após. Observou-se que a partir do teleatendimento, 12,9% dos casos levaram à inserção de nova solicitação em sistema, 10,8% resultaram em cancelamento da solicitação existente, e 5,4% sofreram algum tipo de atualização da solicitação previamente registrada, entretanto, 71,0% mantiveram o mesmo status.
A análise dos desfechos do teleatendimento segundo o histórico de solicitação no SISREG, conforme Tabela 2, revelou elevadas taxas de abandono tanto entre pacientes sem solicitação no sistema (67,0%, n = 109) quanto entre aqueles com solicitação ativa (72,0%, n = 93). Os encaminhamentos para atendimento presencial foram semelhantes entre os grupos (20,2% e 22,6%), enquanto a taxa de alta foi menor entre os pacientes com solicitação no SISREG (5,4% vs. 12,8%).

Tab.2

A análise indica que o teleatendimento não reduziu significativamente a demanda de pacientes com solicitações prévias no SISREG, nem aumentou os encaminhamentos. Porém, a menor taxa de altas nesse grupo sugere a necessidade de investigar a adequação do atendimento remoto para casos mais complexos.
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4. Discussão

O estudo identificou médicos (52,0%) e enfermeiros (30,7%) como os principais solicitantes de teleinterconsultas, evidenciando uma ruptura com o modelo biomédico tradicional e fortalecendo práticas colaborativas entre distintas categorias profissionais. Essa abordagem integrada tem potencial para qualificar o cuidado prestado e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos usuários, ao mesmo tempo em que ressalta a importância do desenvolvimento de habilidades de diálogo, interação e trabalho em equipe na promoção de um cuidado mais eficaz e articulado 13.
Além disso, a teleinterconsulta — recurso que possibilita a troca de opiniões clínicas entre profissionais da saúde para apoio diagnóstico ou terapêutico diante das demandas do paciente14 — reforça diretrizes orientadas à atuação em cuidados primários com ênfase no trabalho interdisciplinar. Essa estratégia valoriza a integração entre diferentes categorias profissionais e demanda investimento contínuo em qualificação e atualização técnico-científica dos envolvidos 13,15.
Entre os 619 teleatendimentos registrados, a maioria dos pacientes (56,2%) compareceu às sessões remotas. Apesar de a taxa de ausência ter sido expressiva (32,1%), dados da literatura apontam que o absenteísmo é ainda mais elevado em atendimentos presenciais, podendo atingir 34,0% das demandas ambulatoriais 10.
Embora o absenteísmo possa estar relacionado a múltiplos fatores que interferem na continuidade do cuidado como falhas na comunicação entre os serviços de saúde e os usuários e o dia da semana programado para atendimento 16, estes não parecem ser o caso, considerando que os avisos eram realizados previamente de acordo com a preferência do paciente e com envio de lembrete via aplicativo de mensagem no mesmo dia do teleatendimento.
Quanto ao absenteísmo relacionado à percepção de melhora dos sintomas e que acarreta em interrupção do acompanhamento 16, dada sua relevância, sugere-se ser investigado em estudos futuros.
Cabe a reflexão que o absenteísmo relacionado a falta de transporte 16, pode ser minimizado pela oferta assistencial remota. Além disso, apesar dos desafios e de não ser considerada um substituto das consultas presenciais, a fisioterapia realizada por telessaúde pode ser a única alternativa viável em muitos contextos 17.
Outrossim, considerando que as modalidades de atendimento remoto ainda são relativamente recentes no contexto brasileiro, muitos usuários podem estar em processo de adaptação à ideia de serem avaliados e tratados à distância 18, o que pode comprometer seu engajamento no cuidado remoto, sendo necessário desenvolver estratégias de conscientização sobre estas ofertas de serviços.
Nesse sentido, a literatura apresenta como esta modalidade pode ampliar o acesso, melhorar a adesão ao tratamento e os desfechos clínicos, sendo modelos viáveis para prestação de cuidados fisioterapêuticos 13, 19-23, e apresentam níveis relevantes de satisfação e aceitação, fortalecendo seu reconhecimento como uma opção válida para o cuidado futuro 17, 22, 23. Ademais, os serviços de fisioterapia presenciais não estão prontamente disponíveis para todos os indivíduos com condições musculoesqueléticas, especialmente aqueles em regiões rurais onde são limitados os recursos de transporte, estruturas de saúde e profissionais de saúde, como para pacientes que não dispõe de muito tempo para cuidados em saúde 17, 24, 25.
Portanto, ressalta-se que a ausência de oferta presencial de serviços reabilitadores pode agravar a situação de vulnerabilidade social de muitos usuários, uma vez que a falta de reabilitação física pode comprometer sua capacidade laboral 10, sendo a telefisioterapia uma estratégia potencialmente eficaz para mitigar esses impactos. Não obstante, comparado à reabilitação presencial, oferece vantagens como maior abrangência, possibilidade de reprodução 22, e redução de custos 26, fatores essenciais sobretudo em contextos públicos de saúde.
A maioria dos indivíduos que recorreram ao teleatendimento foi do sexo feminino, padrão semelhante ao observado nas consultas médicas realizadas na Atenção Primária à Saúde27. Esses achados reforçam evidências já consolidadas na literatura, que indicam uma menor procura dos homens pelos serviços de saúde, especialmente em contextos de atenção eletiva, fenômeno amplamente relacionado a construções socioculturais e históricas 28.
Quanto às queixas mais prevalentes identificadas neste estudo segundo a CIAP-2, aquelas relacionadas ao joelho, estavam presentes em 14,9% dos registros. A literatura indica que a telerreabilitação realizada por fisioterapeutas não apresenta inferioridade em relação ao tratamento presencial 29, especialmente no controle da dor crônica no joelho7, que reforça a possibilidade de teleatendimento promissor.
As taxas de encaminhamento para atendimento presencial observadas no estudo (21,3%) indicam que o reconhecimento das necessidades específicas dos pacientes, aliado à compreensão das limitações do paciente e da capacidade resolutiva do teleatendimento, é fundamental para a promoção de um cuidado responsável e seguro 30. Além disso, a possibilidade de encaminhamento integrado ao sistema de regulação favorece a continuidade do cuidado de forma otimizada.
Nos desfechos clínicos do teleatendimento, observou-se uma taxa de abandono do tratamento de 69,3%, com predominância do sexo feminino entre os casos. Considerando os desafios enfrentados no autocuidado de condições crônicas, ressalta-se a importância do engajamento ativo das pessoas na gestão da própria saúde 31.
Portanto, estratégias que promovam esse engajamento podem contribuir para a conscientização sobre a importância do autocuidado e, consequentemente, para a redução do absenteísmo e consequentemente, do abandono do tratamento. As tecnologias digitais podem desempenhar um papel relevante nesse processo, ao favorecer mudanças de comportamento e incentivar a adesão ao autocuidado 31.
Um grande problema de saúde no mundo é a dor lombar32, e uma das causas mais comuns de incapacidade, acarretando custos enormes para a sociedade. E os distúrbios de ombro são a terceira queixa musculoesquelética mais comum na APS e podem impactar de forma substancial a funcionalidade ocupacional, doméstica e social do paciente, além de gerar expressivos ônus econômicos 33. A dor musculoesquelética representa a principal fonte de custos totais em saúde entre as condições de dor crônica, sendo a maior parte desses custos atribuída à utilização de serviços ambulatoriais 34.
As diretrizes atuais para o manejo da dor lombar, assim como dor no ombro crônica recomendam evitar intervenções de baixo valor ou potencialmente prejudiciais e priorizar abordagens não farmacológicas baseadas em educação, exercícios, suporte psicológico e terapia manual, dentro de um modelo biopsicossocial centrado no paciente 9, 35.
A terapia por exercícios é considerada tratamento de primeira linha com apoio para estratégias de autocuidado 36. Estudos recentes apontam que, apesar da relevância dos exercícios domiciliares no tratamento dessas condições, sua eficácia é limitada pela baixa adesão. A telerreabilitação surge como alternativa promissora, oferecendo acompanhamento remoto e resultados superiores em mobilidade, função, qualidade de vida e controle da dor 33.
Nesta análise, 98,5% dos pacientes participaram de teleinterconsulta com equipe multiprofissional e fisioterapeuta especialista em condições musculoesqueléticas, dos quais 49,5% tiveram seguimento para teleconsulta. Esses achados corroboram com estudos que evidenciam como o acesso a especialistas por meio da telessaúde contribui para a resolutividade dos casos 13, 37. Além disso, reforçam que o cuidado em equipe, ao priorizar a comunicação interprofissional, promove maior eficiência no acesso aos serviços e reflete o compromisso com a educação permanente e o desenvolvimento profissional contínuo 13,15.
O estudo propôs identificar no histórico do paciente a presença de encaminhamento no sistema de regulação para atendimento presencial em fisioterapia. Identificou-se que houve uma relação equilibrada entre os pacientes que tinham ou não solicitações no sistema de regulação local, entretanto destaca-se que, a partir do acesso à telessaúde, 10,8% resultaram em cancelamento da solicitação existente, e 5,4% sofreram algum tipo de atualização da solicitação previamente registrada, demonstrando o potencial de resolutividade e qualificação pelo acesso ao especialista4,5,13,15, 37.
Portanto, os pontos fortes desta vivência incluem a consolidação de uma tecnologia assistencial que vem sendo respaldada por evidências científicas e que, neste contexto, mostrou-se eficaz na ampliação do acesso à fisioterapia, na qualificação do trabalho em equipe multiprofissional, bem como no fortalecimento da atenção e na melhoria da resolutividade dos serviços de saúde.

Limites do estudo

O estudo apresenta limites relacionados tanto ao uso de dados secundários quanto a aspectos logísticos da implantação da telefisioterapia. A modalidade pode ter introduzido viés de seleção, por depender de conectividade e de recursos tecnológicos mínimos, o que pode restringir o acesso de alguns usuários e influenciar a adesão ao atendimento remoto. Além disso, a operacionalização do serviço exigiu adaptação das rotinas da APS, disponibilidade variável de profissionais e superação de dificuldades no contato telefônico, fatores que podem ter contribuído para as taxas observadas de presença e abandono. A sustentabilidade da estratégia também constitui um desafio, uma vez que depende de infraestrutura tecnológica estável, integração eficiente com os sistemas de informação e suporte institucional contínuo para manter fluxos padronizados e equipes capacitadas. Apesar desses limites, a experiência mostrou-se viável e oferece oportunidades de aprimoramento da organização do cuidado, indicando que a telefisioterapia pode fortalecer o acesso e a resolutividade na APS.

5. Conclusão
A presente experiência possibilitou a caracterização do perfil dos pacientes encaminhados pela APS ao serviço de telefisioterapia, identificando predominância de mulheres adultas e idosas com queixas musculoesqueléticas, principalmente relacionadas a membros superiores e inferiores. Em relação aos desfechos, observou-se uma taxa expressiva de abandono do tratamento, indicando a necessidade de estratégias de engajamento e retenção dos usuários. A maioria das teleinterconsultas foi solicitada por médicos e enfermeiros, categorias profissionais frequentemente presentes na APS, que podem desenvolver papel estratégico na identificação e encaminhamento das demandas assistenciais. Destaca-se ainda o impacto do uso da tecnologia no sistema de regulação a partir da telefisioterapia, evidenciado por cancelamentos e atualizações de solicitações previamente registradas. Os achados reforçam o potencial da telefisioterapia como uma modalidade assistencial viável para ampliar o acesso, qualificar o cuidado e fortalecer o trabalho interprofissional na APS. Para sua consolidação como política pública sustentável, é fundamental investir em infraestrutura tecnológica, capacitação das equipes e ações que promovam equidade no acesso digital, respeitando as especificidades territoriais e assegurando um cuidado centrado nas necessidades dos usuários.

Contribuições dos autores:
NAPGP: Conceituação; Curadoria de Dados; Análise Formal, Administração de Projetos, Supervisão; Validação; Revisão de redação.
NAPGP, DADRB, BCD, MGAF, PSCV: Investigação, Metodologia, Validação; Redação; Rascunho original, revisão e edição.
NAPGP, DADRB, BCD, MGAF, PSCV: Todos os autores leram e concordaram com a versão publicada do manuscrito.
Declaração de Disponibilidade de Dados
Os dados de pesquisa do artigo não estão disponíveis.

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Pereira, NAPG, Bernal,DADR, Dantas, BC, Faria, MGA, Vinha, PSC. Telefisioterapia no Sistema Único de Saúde: uma experiência no Centro-Oeste brasileiro. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2026/jan). [Citado em 14/01/2026]. Está disponível em: http://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/telefisioterapia-no-sistema-unico-de-saude-uma-experiencia-no-centrooeste-brasileiro/19906?id=19906&id=19906

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