0019/2015 - Padrões de acessos a informações sobre proteção anti-UV durante os verões brasileiros: haveria um “efeito verão”? Padrões de acessos a informações sobre proteção anti-UV durante os verões brasileiros: haveria um “efeito verão”?
Padrões de buscas na internet (queries) vinculados a “janelas” de interesses coletivos tem sido objeto de crescente investigação no campo da saúde pública. O presente artigo pretende identificar padrões de queries acerca de informações sobre a proteção da pele perante a exposição excessiva à radiação UV – o que aqui chamamos de “efeito verão”. Para estimar os acessos ao site do Instituto Nacional de Câncer - notória fonte de recursos informativos sobre prevenção - foi usado um software (Log analyzer) que mensura o volume de acessos a conteúdos específicos. Durante 48 meses foram acompanhadas as páginas sobre proteção da pele e auto-exame (páginas de interesse). Observou-se que, embora a média de acessos tenha crescido significativamente, os resultados da análise de variância não mostraram diferenças significativas entre os acessos no verão e nos demais meses (p=0,7491). A percepção da intensa exposição ao sol de verão não incentivou interesse suplementar às buscas sobre prevenção. Discute-se se a dissonância entre o conhecimento individual acerca do próprio estado de saúde em relação às medidas ligadas à sua preservação talvez exerçam “influências anti-prevenção” sobre o interesse coletivo sobre a proteção da saúde.
Padrões de acessos a informações sobre proteção anti-UV durante os verões brasileiros: haveria um “efeito verão”?
Abstract(resumo):
Padrões de buscas na internet (queries) vinculados a “janelas” de interesses coletivos tem sido objeto de crescente investigação no campo da saúde pública. O presente artigo pretende identificar padrões de queries acerca de informações sobre a proteção da pele perante a exposição excessiva à radiação UV – o que aqui chamamos de “efeito verão”. Para estimar os acessos ao site do Instituto Nacional de Câncer - notória fonte de recursos informativos sobre prevenção - foi usado um software (Log analyzer) que mensura o volume de acessos a conteúdos específicos. Durante 48 meses foram acompanhadas as páginas sobre proteção da pele e auto-exame (páginas de interesse). Observou-se que, embora a média de acessos tenha crescido significativamente, os resultados da análise de variância não mostraram diferenças significativas entre os acessos no verão e nos demais meses (p=0,7491). A percepção da intensa exposição ao sol de verão não incentivou interesse suplementar às buscas sobre prevenção. Discute-se se a dissonância entre o conhecimento individual acerca do próprio estado de saúde em relação às medidas ligadas à sua preservação talvez exerçam “influências anti-prevenção” sobre o interesse coletivo sobre a proteção da saúde.
Keywords(palavra-chave):
Internet e saúde
Comunicação em saúde
Câncer de pele
Prevenção primária
Meios de Comunicação de Massa
Vasconcellos-Silva, P. R., Griep, R.H, Carvalho de Souza, Miriam. Padrões de acessos a informações sobre proteção anti-UV durante os verões brasileiros: haveria um “efeito verão”?. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2015/Apr). [Citado em 22/01/2025].
Está disponível em: http://cienciaesaudecoletiva.com.br/en/articles/padrotildees-de-acessos-a-informaccedilotildees-sobre-proteccedilatildeo-antiuv-durante-os-verotildees-brasileiros-haveria-um-efeito-veratildeo/15084?id=15084&id=15084