0413/2024 - Gender Disparities in the Association between Racism and Cardiometabolic Multimorbidity in Brazil: the Pró-Saúde study Disparidades de Gênero na Associação entre Racismo e Multimorbidade Cardiometabólica no Brasil: o estudo Pró-Saúde.
Purpose: This study aimed to investigate the association between racism and cardiometabolic multimorbidity and explore whether gender can modify this association in the Brazilian context. Methods: Cross-sectional analysis of 2,765 participantswave 4 of the Pró-Saúde longitudinal study (2011-2012). Logistic regression was used to investigate the association between race/color and cardiometabolic multimorbidity (physician diagnosis of two or more self-reported cardiometabolic conditions). Analyses were stratified by gender and adjusted for age and education. Results: Black women had a higher prevalence of cardiometabolic multimorbidity when compared to White women (35.4% vs. 20%). Race/color was associated with greater odds of cardiometabolic multimorbidity only in women, mainly Black women (OR 2.19; 95%CI 1.64-2.91), followed by Brown women (OR 1.46; 1.11; 1.91), compared to White women. After adjustments, the statistically significant association persisted only in Black women (OR 1.72; 95%CI 1.26-2.34). Conclusion: There is racial disparity in cardiometabolic multimorbidity in Brazil, especially for Black women.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre racismo e multimorbidade cardiometabólica e explorar se o gênero pode modificar essa associação no contexto Brasileiro. Métodos: Análise transversal de 2.765 participantes da onda 4 do estudo longitudinal Pró-Saúde (2011-2012). A regressão logística foi utilizada para investigar a associação entre raça/cor da pele e multimorbidade cardiometabólica (diagnóstico médico de duas ou mais condições cardiometabólicas autorreferidas). As análises foram estratificadas por gênero e ajustadas por idade e escolaridade. Resultados: As mulheres Pretas apresentaram maior prevalência de multimorbidade cardiometabólica quando comparadas às mulheres Brancas (35,4% vs. 20%). Raça/cor da pele esteve associada à maiores chances de multimorbidade cardiometabólica apenas em mulheres, principalmente mulheres Pretas (OR 2,19; IC95% 1,64-2,91), seguidas por mulheres Pardas (OR 1,46; 1,11; 1,91), em comparação com mulheres Brancas. Após ajustes, a associação estatisticamente significativa persistiu apenas em mulheres Pretas (OR 1,72; IC95% 1,26-2,34). Conclusão: Há disparidade racial na multimorbidade cardiometabólica no Brasil, especialmente para mulheres Pretas.
Keywords:
doença cardiometabólica; multimorbidade; racismo; raça; desigualdade de gênero
Disparidades de Gênero na Associação entre Racismo e Multimorbidade Cardiometabólica no Brasil: o estudo Pró-Saúde.
Resumo (abstract):
Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre racismo e multimorbidade cardiometabólica e explorar se o gênero pode modificar essa associação no contexto Brasileiro. Métodos: Análise transversal de 2.765 participantes da onda 4 do estudo longitudinal Pró-Saúde (2011-2012). A regressão logística foi utilizada para investigar a associação entre raça/cor da pele e multimorbidade cardiometabólica (diagnóstico médico de duas ou mais condições cardiometabólicas autorreferidas). As análises foram estratificadas por gênero e ajustadas por idade e escolaridade. Resultados: As mulheres Pretas apresentaram maior prevalência de multimorbidade cardiometabólica quando comparadas às mulheres Brancas (35,4% vs. 20%). Raça/cor da pele esteve associada à maiores chances de multimorbidade cardiometabólica apenas em mulheres, principalmente mulheres Pretas (OR 2,19; IC95% 1,64-2,91), seguidas por mulheres Pardas (OR 1,46; 1,11; 1,91), em comparação com mulheres Brancas. Após ajustes, a associação estatisticamente significativa persistiu apenas em mulheres Pretas (OR 1,72; IC95% 1,26-2,34). Conclusão: Há disparidade racial na multimorbidade cardiometabólica no Brasil, especialmente para mulheres Pretas.
Palavras-chave (keywords):
doença cardiometabólica; multimorbidade; racismo; raça; desigualdade de gênero
Tavares, N.H.C, Araújo, LF, Camelo, L.V, Faerstein, E.. Gender Disparities in the Association between Racism and Cardiometabolic Multimorbidity in Brazil: the Pró-Saúde study. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2024/dez). [Citado em 22/03/2026].
Está disponível em: http://cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/gender-disparities-in-the-association-between-racism-and-cardiometabolic-multimorbidity-in-brazil-the-prosaude-study/19461?id=19461&id=19461